Economia - PIB·22 de junho de 2023

PIB deve retrair 0,6 ponto percentual no segundo trimestre

A queda deve ser influenciada pelo baixo crescimento do agro no segundo trimestre e o crescimento do PIB deve ser revisado para 1,3%

Por Luigi Mauri
Ouvir · 00:02:14

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

A previsão do Produto Interno Bruto (PIB) teve retração para o segundo trimestre de 2023. A queda de 0,6 ponto percentual (p.p) leva a previsão do PIB para o patamar de 1,3% no ano. 

A queda é influenciada principalmente pelo menor crescimento do agronegócio, sobretudo da soja, que foi grande responsável pelo crescimento do PIB acima do esperado no primeiro trimestre de 2023.  O grande impulso ocorrido no PIB do primeiro trimestre pela soja não deve se repetir. 

O bom desempenho do primeiro trimestre do PIB acontece em vista de um setor pouco sensível à taxa de juros. O agronegócio manteve seu desempenho frente à política monetária contracionista, ou seja aos juros altos. 

O agronegócio não sofreu restrições e aproveitou o potencial dado pela supersafra.

Este setor correspondeu a 1,7 ponto percentual do crescimento de 1,9% registrado no trimestre em relação ao trimestre anterior. Já o crescimento de 0,2 p.p do setor de serviços é negativamente afetado pelo aperto da Selic, a taxa de juros básica da economia. 

Com grande parte do impulso do agro saindo de cena, já que a colheita da soja se concentra no primeiro trimestre do ano, os dados do segundo trimestre ainda apontam para uma desaceleração, com o setor de serviços, a indústria e o varejo ampliado — mais intensivo em crédito —  registrando contração em abril.

Espera-se retração dos serviços (-0,7%), da indústria extrativa e de eletricidade. 

Além disso, para um menor crescimento do PIB no segundo trimestre, destaca-se o baixo desempenho do consumo das famílias e a contração do investimento.

Há, ainda, elevado grau de incerteza da economia.

A inflação, os juros altos e a desaceleração no mercado de trabalho devem prejudicar o crescimento do setor este ano, segundo especialistas da FGV.

A indústria deve registrar crescimento de 0,5%. 

Nos serviços, há expansão de 0,6%, contra 4,2% registrados em 2022, ano de recuperação dos efeitos da pandemia.

As estatísticas são divulgadas pela Fundação Getúlio Vargas, a FGV. 

SOBRE

Luigi Mauri

Ver todas as matérias
CONTINUE LENDO

Mais sobre PIB

Ver editoria completa
PIB29 de outubro de 2026

PIB brasileiro deve crescer 1,6% em 2026, projeta CNI

Desaceleração da indústria de transformação e dos serviços deve limitar a expansão da economia, apesar do avanço da agropecuária e da indústria extrativa

Orçamento26 de outubro de 2026

IFI projeta que cumprimento da meta fiscal de 2027 pode exigir corte de R$ 35,7 bilhões

Estudo do Senado aponta diferença de R$ 104,8 bilhões nas contas públicas e indica que atingir a meta exigirá forte bloqueio de verbas no orçamento

Economia22 de setembro de 2026

Estudo da USP estima que bets retiraram até R$ 141 bilhões da atividade econômica em 2025

Pesquisa do Made/FEA-USP calcula perda equivalente a até 1,1% do PIB, entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia no ano; queda de arrecadação pode chegar a R$ 54,8 bilhões

t-page