Saúde - Pandemia·06 de dezembro de 2021

Covid-19: pesquisa revela hábitos de higiene que brasileiros pretendem continuar após a pandemia

Pesquisa feita pela Xlear mostrou que mais de 64% dos entrevistados planeja continuar lavando as mãos regularmente após cada vez que tocar em algo ou alguém

Por Larissa Lago
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Desde março de 2020, diversos hábitos tiveram que se modificar por conta da pandemia, principalmente os de higiene: lavar as mãos constantemente, usar álcool em gel com frequência e não encostar no rosto, por exemplo.

Uma pesquisa recente feita pela Xlear, empresa de produtos saudáveis, mostrou que mais de 64% dos entrevistados planejam continuar lavando as mãos regularmente depois de cada vez que tocarem em algo ou alguém, após o fim da pandemia. Além disso, metade das pessoas que participaram da pesquisa disseram que vão continuar usando o álcool em gel com frequência. 

A microempreendedora Celina Hikari mora com os avós e seu filho Miguel, em Brasília, e conta os desafios de não levar o vírus para dentro de casa. “Meu filho tem 3 anos, então ele não sabe que não pode colocar a mão no chão e pôr na boca, por exemplo. Hoje ele já entende porque moldamos ele com os cuidados da pandemia. Hoje ele usa máscara, ele passa álcool em gel, em relação a esses cuidados ele já está bem disciplinado". Celina ressalta que tirar os sapatos antes de entrar em casa foi um dos hábitos adotados pela família durante a pandemia e que será mantido por muito tempo. 

COVID-19: retorno seguro às aulas presenciais exige conscientização dos estudantes

Ainda na pesquisa, mais de 44% dos entrevistados afirmaram que continuarão evitando tocar no nariz e nos olhos sem antes lavar as mãos e mais de 36% confirmaram o mesmo em relação à boca. Confira a porcentagem de cada hábito:

  • Lavar as mãos sempre que tocar em algo ou alguém - 64,2%
  • Ter sempre à mão o álcool em gel - 50,2%
  • Evitar tocar no nariz e nos olhos sem ter as mãos limpas - 44,3%
  • Evitar colocar as mãos na boca - 36,2%
  • Lavar o nariz - 17,4%

Para a estudante Maria Eduarda Resende, de 14 anos, a maior dificuldade desde o começo da pandemia foi manter as mãos longe do rosto. “Eu já tinha o hábito de lavar a mão e passar álcool em gel. Porém, parar de passar a mão no rosto, no nariz, parar de encostar foi um grande desafio para mim porque eu tinha essa mania, mas a máscara facilitou”, conta.

Além de lavar as mãos e usar álcool em gel, a dra. Natália Bastos indica que outro hábito também pode prevalecer. “Dentro dos cuidados [que vão ficar], provavelmente após a pandemia, as pessoas vão ter mais cuidado de não visitar o outro, visitar as pessoas, enquanto estiver doente. Isso deve ser um hábito que vai ser mantido após a pandemia”, orienta a médica pediatra, que reforça a importância de sempre manter um pote pequeno de álcool na bolsa.

Maria Eduarda já retornou para as aulas presenciais na escola e garante que planeja manter os cuidados mesmo após o fim da pandemia."Eu pretendo adquirir, para minha vida, o hábito de manter um certo distanciamento das pessoas, de não ficar abraçando toda hora. O vírus ainda vai estar aí quando a pandemia acabar e o risco de nós pegarmos ainda vai ser grande. Então, vou continuar me preservando”, conclui.

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SOBRE

Larissa Lago

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Estagiou na TV Escola e no Brasil61, quando ainda era Agência do Rádio Mais. Voltou para a empresa para compor a equipe de Relacionamento e, recentemente, entrou para o time da redação. Também é apresentadora e produtora no podcast cineaspectos.

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