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LOC.: O setor produtivo defende que a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual, o MEI, seja estendida às demais faixas de enquadramento do simples nacional. Segundo representantes empresariais, a medida pode reduzir a informalidade e evitar o desenquadramento de empresas em razão da inflação.
O presidente da Associação Médica Brasileira, César Fernandes, alerta para os impactos da defasagem dos limites do regime simplificado somada às mudanças trazidas pela reforma tributária.
TEC./SONORA: César Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira
“É fundamental que a reforma tributária não aumente a carga tributária da assistência médica privada, nem reduza a competitividade de consultórios e clínicas de pequeno e médio porte. A preocupação é que a combinação entre IBS, CBS, créditos tributários e futuras mudanças no Simples favoreçam grandes grupos empresariais em detrimento dos prestadores independentes.”
LOC.: Uma comissão especial da Câmara dos Deputados discute o tema com representantes do governo, especialistas e entidades do setor produtivo.
O texto em análise prevê a ampliação do limite de faturamento do MEI. Entidades empresariais defendem que a atualização também alcance microempresas e empresas de pequeno porte.
As propostas em discussão elevam o teto do MEI para cerca de cento e quarenta e cinco mil reais por ano, o das microempresas para aproximadamente oitocentos e setenta mil reais e o das empresas de pequeno porte para cerca de oito milhões e setecentos mil reais.
A deputada federal Greyce Elias, do PL de Minas Gerais, afirma que os limites de faturamento estão sem atualização há OITO anos e defende a mudança.
TEC./SONORA: Greyce Elias, deputada federal (PL-MG)
“Essa reivindicação é feita também há muitos anos e agora, com essa grande movimentação da reforma tributária, a gente vê que é um momento oportuno para que a gente faça o enfrentamento e aumente o limite e também a oportunidade de ter mais colaboradores, para dar segurança jurídica e oportunidade para quem quer empreender.”
LOC.: Valmir Rodrigues, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais, a Federaminas, afirma que a proposta pode corrigir uma distorção tributária ao permitir o reenquadramento de empresas que deixaram o regime sem aumento real de faturamento.
TEC./SONORA: Valmir Rodrigues, presidente da Federaminas
“Corrigir os limites do Simples Nacional é corrigir uma injustiça, pois as empresas estão pagando impostos sobre índice inflacionário, o que não é correto, tornando as empresas menos competitivas no mercado. Por isso, essa atualização é fundamental para a sustentabilidade e crescimento das empresas do Simples Nacional.”
LOC.: O projeto tramita em regime de urgência e pode ser votado pelo plenário da Câmara a qualquer momento. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta, afirmou que a proposta está entre as prioridades do Legislativo.
Para Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, a atualização dos limites é necessária para evitar que empresas deixem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: Criado para simplificar o recolhimento de tributos, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia. Atualmente, os limites de faturamento são de oitenta e um mil reais por ano para o MEI, trezentos e sessenta mil reais para microempresas e quatro milhões e oitocentos mil reais para empresas de pequeno porte.
REPORTAGEM, ÁLVARO COUTO.