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LOC.: Os nove municípios que estão próximos à Auriflama, que estão localizados no oeste do estado de São Paulo, precisam reforçar as ações de combate à possíveis criadouros do Aedes aegypti. Isso porque a incidência de dengue é uma das maiores do estado. Com cerca de 50 mil habitantes, a média de adoecimentos na região ultrapassa 2 mil. Para se ter uma comparação, o Ministério da Saúde considera crítica regiões que têm resultados acima de 500. O município de Nova Luzitânia é o que apresenta a maior infestação. Em 2021, 260 casos de dengue foram confirmados entre os pouco mais de 4 mil pessoas que residem na região.
Quem sofre com a doença reforça a necessidade de tomar os cuidados no ambiente doméstico para evitar a proliferação do mosquito. A paulista Tereza Cristina de Souza, de 60 anos, foi vítima do Aedes aegypti por quatro vezes: teve dengue três vezes e pegou zika uma vez.
TEC./SONORA: Tereza Cristina de Souza, dona de casa.
“Tive dengue e tive todos os sintomas que são: febre, dores nas juntas, vermelhidão no corpo, boca amarga e dor de cabeça. E fiquei ruim por uma semana. Depois o quadro foi diminuindo e logo meu marido pegou. Até hoje sinto dores nas juntas nas mãos, por que, quando peguei a zika, fiquei também com muitas dores, olho vermelho”
LOC.: Tereza acreditava que cuidava de seu ambiente, mas ao receber a visita dos agentes sanitários, percebeu locais que não eram olhados, como o compartimento atrás da geladeira e um cano que servia como suporte do varal em seu quintal. Ela estimula que todos façam a vistoria, isso porque o mosquito que nasce na vizinhança é capaz de infectar pessoas que moram naquela proximidade.
O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar.
LOC.: Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.