
Voltar
LOC.: O Brasil já contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde. Até o momento, nenhuma morte pela doença foi registrada neste ano.
Além dos casos confirmados, a pasta investiga 539 casos suspeitos e 9 prováveis. Entre os estados, os maiores números de registros estão em São Paulo, com 93 casos; seguido por Rio de Janeiro, com 18; e Rondônia e Minas Gerais, 11 casos cada.
A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral — ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos. O vírus pertence ao gênero Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.
Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.634 notificações da doença. A maior parte dos casos ocorreu entre 2022 e 2023, período marcado por um surto global que atingiu mais de 120 países e ultrapassou 100 mil casos.
Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, as autoridades em saúde recomendam o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
A transmissão pode ocorrer principalmente por contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas; exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias; compartilhamento de objetos contaminados, como roupas e toalhas, e contato com animais silvestres infectados, especialmente roedores.
Os sintomas da mpox incluem erupções cutâneas ou lesões de pele em diferentes partes do corpo; linfonodos inchados (ou ínguas); febre; dor de cabeça; dores no corpo; calafrio e fraqueza.
Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação médica.
Saiba mais em gov.br/saude.
Reportagem, Paloma Custódio