Saúde - Saúde·24 de agosto de 2020

Projeto Fiocruz cria estratégia de combate à Covid-19 para favelas e comunidades

Articulação uniu setor público, privado e entidades sociais que atuam nas regiões da Maré e de Manguinhos

Por Daniel Marques
Ouvir · 00:02:33

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Um projeto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está criando estratégias para o combate ao coronavírus nas comunidades e favelas do Rio de Janeiro. Batizado de “Conexão saúde: de olho na covid”, a ideia é intensificar a orientação da população, a realização de testes e o rastreamento das pessoas que tiveram contato com pessoas infectadas.

De acordo com a Fiocruz, a preocupação dos especialistas em saúde é que, apesar da taxa de incidência da Covid-19 ser menor em favelas, são as comunidades que registram as maiores taxas de mortalidade. Além disso, a organização aponta que a falta de testes nessas regiões dificulta a elaboração de estratégias mais efetivas.

O médico sanitarista da Fiocruz, Valcler Fernandes, explica como vai funcionar ação: “Vai ter a divulgação da iniciativa pela comunidade. O paciente é encaminhado para testagem, para fazer o PCR. Depois disso o resultado é enviado em 48 horas. Articulamos com agentes de saúde e uma equipe de campo.  Nós visitamos um paciente, ele recebe recomendação de isolamento e passa a ser acompanhado por meio da telemedicina”, explica.

Participam da iniciativa as entidades Conselho Comunitário de Manguinhos, Redes da Maré, Dados do Bem, SAS Brasil e União Rio. A ideia é que o acompanhamento do dia-a-dia das comunidades permita a elaboração de estratégias mais eficazes.

Inicialmente, o projeto será desenvolvido na zona norte do Rio, no Complexo da Maré e em Manguinhos. Mas o objetivo é expandir para outras comunidades.

Eliana Sousa Silva é fundadora da ONG Redes da Maré. Ela explica que esses locais precisam de estratégias diferentes, já que a infraestrutura não permite o mesmo modelo de isolamento social, por exemplo.

“As pessoas que moram em favelas e periferias tem dificuldade de cumprir os protocolos. Não adianta ter as clínicas da família se a gente não conseguir fazer com que elas funcionem e deem uma resposta como deveriam. Essa articulação que tem a sociedade civil, entidades privada e pública é uma demonstração de como, nesse momento difícil, precisamos estar buscando alternativas”, explica Eliana.

Além de coletar amostras e realizar os testes, a Fiocruz vai atuar coordenando e fazendo a capacitação dos profissionais que vão operar nas comunidades. 

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.

Ver todas as matérias
CONTINUE LENDO

Mais sobre Saúde

Ver editoria completa
Ministério da Saúde24 de outubro de 2026

Ministério da Saúde inicia oferta de nove medicamentos oncológicos pelo SUS

Novos tratamentos contemplam 13 indicações de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pacientes; expansão prevê 23 medicamentos até o fim do ano

Vacina22 de outubro de 2026

Anvisa aprova nova vacina contra 21 sorotipos de bactéria causadora de pneumonia e meningite

Imunizante Capvaxive é indicado para adultos a partir de 18 anos; ainda não há previsão de disponibilização no SUS

Saúde21 de outubro de 2026

Exame feito em clínica particular poderá valer no SUS; projeto aprovado na Câmara vai ao Senado

PL 1.123/2025 foi aprovado pelos deputados no último dia 15 e segue para o Senado; texto prevê que exames privados só sejam aceitos se seguirem validade e padrões de qualidade definidos pelo SUS

t-page