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LOC.: Com a entrada em vigor da tarifa de 50% sobre parte de produtos brasileiros prevista para o dia 6 de agosto nos Estados Unidos, a Confederação Nacional da Indústria intensifica os esforços para proteger, sobretudo, as pequenas e médias empresas exportadoras – as mais vulneráveis à medida.
Enquanto grandes companhias, como a Embraer, conseguiram escapar da sobretaxa, uma série de produtos brasileiros seguem na lista, incluindo proteínas, café, etanol e máquinas.
Para atenuar os efeitos sobre a indústria nacional, a CNI encaminhou ao governo federal um pacote com oito propostas emergenciais.
Esse pacote prevê desde a ampliação do crédito com juros reduzidos até a prorrogação de tributos e o pagamento imediato de créditos de exportação.
Segundo a entidade, não há justificativa técnica ou econômica para a medida, que representa prejuízo para os dois países.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende o diálogo e cooperação como caminho para reverter o cenário.
Como parte dessa estratégia, a CNI organiza uma missão empresarial aos Estados Unidos. A ideia é sensibilizar o setor privado americano sobre os impactos negativos da tarifa, que pode afetar cadeias produtivas, empregos e investimentos bilaterais, como explica Alban.
TEC/SONORA – Ricardo Alban, presidente da CNI:
“O nosso objetivo é abrir o diálogo entre empresas brasileiras e americanas que sejam fornecedoras ou clientes umas das outras. O papel da CNI é atuar como facilitadora e coordenadora desse processo”.
LOC.: Levantamento preliminar do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços aponta que tarifa adicional de 50% incidirá sobre cerca de 36% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
Essa fatia correspondeu a CATORZE BILHÕES E MEIO DE DÓLARES no ano passado.
Reportagem, Livia Braz