Saúde - Câncer·19 de setembro de 2022

Sistema Único de Saúde oferece tratamento para o retinoblastoma

O diagnóstico precoce da doença pode evitar a cegueira infantil

Por Sophia Stein
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O retinoblastoma é um tumor maligno raro originário das células da retina, a parte do olho responsável pela visão. Esse tipo de câncer afeta um em cada 18 mil bebês ou crianças de até 3 anos de idade, em um ou ambos os olhos. 

Durante o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, comemorado nesse domingo (18), o Ministério da Saúde reforçou a necessidade dos pais e responsáveis por bebês e crianças ficarem atentos e, caso apareça algum sinal da doença, procurar ajuda médica imediata.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento, assistência, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos casos de retinoblastoma, de forma integral e gratuita. Os pacientes são acolhidos nos centros especializados de referência nas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) ou Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON).

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Segundo a oftalmologista  Fabíola Marazato, do CBV-Hospital de Olhos de Brasília, não existe prevenção para o retinoblastoma. Nesses casos, a prioridade é procurar um diagnóstico precoce. 

“Então a família tem que observar é algum tipo de estrabismo, algum desvio do olho, o principal que é o que mais se fala que é o reflexo branco. Quando você tira uma foto que geralmente vai sobressair o reflexo vermelho que a gente tem no fundo do olho quando uma alteração especialmente no blastoma fica branco”, conclui.

A oftalmologista orienta que, mesmo que não tenha aparecido nada no exame do olhinho, realizado nas maternidades, o ideal é fazer consultas oftalmológicas a cada 6 meses ao longo dos 3 primeiros anos de vida da criança.

O principal sintoma da doença é a leucocoria, um reflexo branco na pupila presente em 90% dos casos de retinoblastoma. Outros sintomas são estrabismo, vermelhidão ocular, baixa visão, dor e protusão ocular.

A servidora pública Renata Moura, de 43 anos, moradora de Sobradinho (DF), notou que o olhar do filho de apenas 7 meses tinha um brilho diferente, parecido com o reflexo dos olhos de um gato.

"Quando eu comecei a perceber isso com uma certa frequência, eu entrei na internet pra ver o que poderia ser. E aí depois disso eu já marquei uma consulta com a pediatra dele e logo em seguida já levei o para o oftalmo. Ele fez exames e lá no consultório a gente já recebeu o diagnóstico, que se tratava de um retinoblastoma”, completou.

O tratamento durou aproximadamente 8 meses, foi feito em São Paulo e foi todo custeado pelo SUS. Graças ao diagnóstico precoce, o tratamento trouxe bons resultados. A família volta a São Paulo a cada 6 meses para as consultas de acompanhamento.

O tratamento para o retinoblastoma envolve uma radioterapia local, para a redução do tumor. A remoção do olho é recomendada nos casos extremos. 

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SOBRE

Sophia Stein

Formada em Jornalismo pela Universidade Paulista (Unip) desde 2022. Atuou como editora na Rede Vitoriosa de Comunicações (afiliada do SBT em Uberlândia) e foi repórter no Brasil 61. Atualmente, além de escrever, é responsável pela programação e distribuição das publicações no sistema do portal Brasil 61.

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