Economia - Indústria·23 de janeiro de 2023

Rendimento médio dos trabalhadores da indústria tem alta em novembro

Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, o avanço foi de 6,0% na comparação com o mesmo mês de 2021

Por Fernando Alves
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O rendimento médio real dos trabalhadores da indústria avançou 1,0% em novembro de 2022, na comparação com o mês anterior. A pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na última quarta-feira (18), aponta que o rendimento reverte a queda de outubro e atinge o ponto mais alto desde agosto de 2020. O avanço é de 6,0%, quando comparado a novembro de 2021. 

O economista e professor da FGV-EAESP, Renan Pieri, analisa que a massa salarial depende do nível de qualificação dos profissionais, mas também do retorno que a empresa tem com as contratações. Ele explica que a produtividade na indústria, em geral, supera a dos outros setores, o que gera maiores receitas e melhores salários. 

“A indústria é fundamental para o desempenho da economia, possibilita bons trabalhos formais que geram impactos positivos em toda a economia. A indústria tem um potencial de crescimento no Brasil, apesar de alguns gargalos que vão desde a infraestrutura, complexidade tributária e a própria falta de mão-de-obra qualificada. Mas, certamente, o setor tem um potencial grande”, afirma.   

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A indústria responde por 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 10,3 milhões de trabalhadores, além de pagar os melhores salários. O setor também é responsável por 71,8% das exportações brasileiras de bens e serviços e por 34,4% da arrecadação de tributos federais, com exceção de receitas previdenciárias. 

A pesquisa não sugere novos impulsos da indústria de transformação devido a pequena variação, de 0,1%, da capacidade instalada, horas trabalhadas e acomodação em relação ao mês anterior. No entanto, houve espaço e uma relativa estabilidade de preços para o avanço dos indicadores financeiros, como faturamento, massa salarial e rendimento médio do trabalhador. Na comparação com novembro de 2021, o crescimento é de 1,3%.

A CNI define a indústria de transformação como “um segmento de indústria que realiza a transformação de matéria-prima em um produto final ou intermediário que vai ser novamente modificado por outra indústria. Os materiais, substâncias e componentes usados por essas indústrias são provenientes de produção agrícola, mineração, pesca, extração florestal e produtos de outras atividades industriais.” 

A indústria de transformação responde por 12% do PIB e por 46,2% das exportações de bens e serviços. O engenheiro mecânico industrial Francisco Oliver destaca a importância do segmento. 

“A indústria da transformação tem muito a contribuir para o desenvolvimento do país, por ser um setor um segmento muito empregador, desenvolver novas tecnologias e inovações, e sempre oferecer treinamento específico para a mão de obra. Em suma, se a economia voltar a crescer um pouco, esse desempenho pode melhorar ainda mais”, ressalta. 

A pesquisa Indicadores Industriais tem como objetivo retratar o cenário industrial em determinado período, que engloba emprego, faturamento, horas trabalhadas, massa salarial e rendimento médio real. O estudo serve como base para outras análises da CNI, como o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).

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SOBRE

Fernando Alves

Formado no Centro Universitário IESB, Fernando atuou como repórter estagiário na Agência Senado e foi assessor de imprensa parlamentar na Câmara dos Deputados. O jornalista também integrou a equipe de produção da CNN Brasil e agora faz parte do time de repórteres da Agência do Rádio.

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