Saúde - Poliomielite·13 de outubro de 2024

POLIOMIELITE: entenda por que a OMS recomenda 95% de cobertura vacinal

Desde 2016, o Brasil não alcança essa meta e corre o risco de reintrodução da pólio no território nacional

Por Paloma Custódio
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Principal forma de prevenir a poliomielite é a vacinação - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Desde 2016, o Brasil tem apresentado queda nas taxas de cobertura vacinal contra a poliomielite. Por isso, não tem alcançado a meta, estabelecida como ideal pela Organização Mundial da Saúde, de 95% de crianças imunizadas. Segundo o Ministério da Saúde, em 2023, a cobertura vacinal em crianças menores de 1 ano no país ficou em 84,6%.

O infectologista Victor Bertollo, chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias da Subsecretaria de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, explica como a taxa de cobertura vacinal é calculada para a imunização contra a pólio.

“A meta de vacinação é calculada com base em dados epidemiológicos, dados de transmissibilidade do vírus e dados relacionados também à imunidade conferida pelas vacinas. Ela é tão alta justamente porque, como é um vírus muito transmissível, nós acabamos precisando ter uma cobertura vacinal muito alta para atingir esse limiar, a partir do qual o vírus não tem mais a capacidade de se disseminar na população. Isso é baseado nos dados de transmissibilidade do vírus e nos dados de eficácia das vacinas.”

Apesar de o Brasil ter erradicado o poliovírus selvagem do território nacional desde 1989 — como resultado da intensificação da vacinação —, o vírus continua circulando em outros países. Por isso, o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, alerta os profissionais de saúde, pais ou responsáveis sobre a importância de imunizar as crianças.

"A poliomielite é uma doença que, por muitas décadas, causou paralisia e morte em crianças. Só que essa doença não faz mais parte do nosso cenário epidemiológico graças à vacinação e o Brasil, desde 1989, não registra nenhum caso. Embora tenhamos eliminado a doença, ela ainda existe no mundo e pode ser reintroduzida no nosso país. Por isso, é muito importante que os pais levem seus filhos menores de cinco anos para checar a caderneta e fazer a vacinação." 

Todas as crianças menores de 5 anos de idade devem ser imunizadas contra a pólio de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação e na campanha anual. O esquema vacinal contra a poliomielite possui três doses injetáveis — aos 2, 4 e 6 meses de idade — e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente, a gotinha. 

O Ministério da Saúde ressalta que a imunização é a principal forma de manter o país livre da poliomielite. Por isso, as doses estão disponíveis durante todo ano nos postos de vacinação. 

Vale lembrar que a vacina protege as crianças por toda a vida e é segura.

Procure uma unidade básica de saúde e cuide bem dos nossos futuros campeões. Vamos nos unir ao Movimento Nacional pela Vacinação.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao. 

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SOBRE

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.

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