Saúde - Poliomielite·15 de julho de 2024

POLIOMIELITE: dose inativada traz mais segurança ao esquema vacinal

VIP é aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, enquanto a vacina oral é administrada aos 15 meses e aos 4 anos

Por Paloma Custódio
Ouvir · 00:04:17

Vacinação contra pólio continua no Acre - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Desde 2012, o Ministério da Saúde introduziu a vacina inativada poliomielite, a VIP, no Calendário Nacional de Vacinação, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde. A partir de 2016 a VIP passou a ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de idade, enquanto a vacina oral — a famosa gotinha — passou a ser administrada aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

O infectologista Victor Bertollo, chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias da Subsecretaria de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, explica que a VIP é uma vacina de vírus inativado e oferece proteção contra os três sorotipos da pólio. Segundo ele, essa estratégia de usar primeiro a VIP e depois a gotinha oferece mais segurança ao esquema vacinal.

“A vacina oral, por ser um vírus vivo atenuado, ou seja, um vírus enfraquecido, muito raramente — em alguns indivíduos com algum tipo de predisposição, algum tipo de imunodeficiência —, podia acabar apresentando uma síndrome semelhante à poliomielite causada pelo vírus selvagem. Isso era muito raro, questão de um caso a cada um milhão de doses. Então, a vacina inativada sendo administrada primeiro, praticamente zerou esse risco de ocorrência dessas reações adversas relacionadas à vacina pólio oral.”

A poliomielite foi considerada eliminada do Brasil em 1994, juntamente com os demais países da Região das Américas, após o país ter realizado intensas ações de vacinação de rotina e campanhas nacionais com a vacina oral poliomielite. O personagem Zé Gotinha, criado em 1986, é símbolo das campanhas de vacinação no país até os dias de hoje.

No entanto, o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, ressalta que o vírus causador da poliomielite continua circulando em outros países, por isso, é essencial que profissionais de saúde, pais ou responsáveis se mobilizem para vacinar os pequenos.

"A poliomielite é uma doença que, por muitas décadas, causou paralisia e morte em muitas crianças. Só que essa doença não faz mais parte do nosso cenário epidemiológico graças à vacinação e o Brasil, desde 1989, não registra nenhum caso. Embora tenhamos eliminado a doença, ela ainda existe no mundo e pode ser reintroduzida no nosso país. Por isso, é muito importante que os pais levem seus filhos menores de cinco anos para checar a caderneta e atualizar a situação vacinal se necessário." 

 A biomédica Thais Ceciliano, de 33 anos, moradora do bairro Riachuelo, na cidade do Rio de Janeiro, é mãe das gêmeas Catarina e Isabela, de 2 anos. Mesmo seguindo o esquema vacinal, ela fez questão de levar as meninas para tomar uma dose de reforço este ano.

“É importante reforçar que mesmo que a carteira de vacinação esteja em dia, como as das minhas filhas estavam, isso é uma campanha para comunidade, é uma campanha para que a gente de fato mantenha essa erradicação da poliomielite. A imunização contra a poliomielite é crucial para proteger as nossas crianças contra essa doença, evitando assim complicações mais graves. É uma doença que a gente já sabe que está erradicada no nosso país e a gente precisa permanecer desse jeito.”

Todas as crianças menores de 5 anos devem receber as doses necessárias de acordo com o calendário nacional de vacinação. O esquema vacinal inclui três doses de vacina inativada aos 2, 4 e 6 meses, além de duas doses de reforço com a vacina oral bivalente.

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a melhor maneira de proteger nossas crianças contra doenças imunopreveníveis. As vacinas estão disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde, e é importante lembrar que são seguras e eficazes.

Procure uma unidade básica de saúde e contribua para a saúde dos nossos pequenos. Vamos juntos apoiar o Movimento Nacional pela Vacinação.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.

Ver todas as matérias
CONTINUE LENDO

Mais sobre Poliomielite

Ver editoria completa
Pará14 de janeiro de 2026

MACRORREGIONAL II (PA): Paragominas e mais 46 municípios da macrorregião mantêm mobilização pela vacinação de crianças e adolescentes

As coberturas vacinais registradas desde janeiro na macrorregião preocupam. Diversas vacinas, como a de poliomielite e a tríplice viral, que protege contra o sarampo, estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Maranhão14 de janeiro de 2026

Macrorregião Leste (MA): Presidente Dutra e mais 60 municípios da macrorregião mantêm mobilização pela vacinação de crianças e adolescentes

As coberturas vacinais na macrorregião preocupam. Vacinas como a de poliomielite e a tríplice viral, que protege contra o sarampo, estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Poliomielite13 de novembro de 2024

Poliomielite: vacina oral contra doença é substituída por injetável no Brasil

Desde o dia 4 de novembro, o esquema vacinal contra poliomielite passou a ser composto apenas por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP). A mudança, segundo o MS, é baseada em evidências científicas e a dose é mais segura e eficiente

t-page