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LOC 1: As condições financeiras da pequena indústria registraram queda de 0,3 ponto entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025, segundo o Panorama da Pequena Indústria, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI. O recuo reflete o patamar elevado da taxa de juros, como explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
TEC./ SONORA: Gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
“As condições financeiras da pequena indústria pioraram um pouco na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2025. Uma das explicações é a elevação da taxa de juros, que afeta diretamente a questão de acesso ao crédito. Também a gente percebe uma melhora das condições financeiras de uma forma geral também, o que pode ser atrelado à taxa de juros, uma vez que as dívidas ficam mais caras para as empresas. E, finalmente, a própria lucratividade também é afetada”
LOC 2: As condições financeiras da pequena indústria vêm em queda desde o fim de 2024. Apesar disso, o índice de desempenho do setor melhorou, com aumento na produção e maior utilização da capacidade instalada.
A pesquisa mostra que as taxas de juros elevadas foram o principal problema da pequena indústria da construção no segundo trimestre, citadas por 37,3% dos entrevistados, seguidas da carga tributária (35,6%) e da falta ou alto custo de mão de obra não qualificada (24,6%). A competição desleal, causada por informalidade, contrabando ou outros fatores, foi o problema que mais cresceu, passando de 14,4% para 22% em relação ao primeiro trimestre.
Para Daniele Trindade, diretora de Operações da Trindade Soluções Construtivas, o avanço do setor da construção civil no Brasil depende do equilíbrio entre acesso a crédito, inovação e formação de mão de obra.
TEC./ SONORA: Diretora de Operações da Trindade Soluções Construtivas, Daniele Trindade.
“A nossa jornada de crescimento fica bem mais lenta, porque limita o nosso acesso às linhas de crédito para ampliação. E isso se aplica aos clientes também, porque eles também buscam linhas de crédito para adquirir os nossos produtos. Esse desempenho melhorou porque a indústria da construção civil tem um grande impacto na economia nacional, o que acaba refletindo em mais empregabilidade e movimentação da economia”
LOC 3: O terceiro trimestre, no entanto, começou com sinais de cautela. Em julho, o Índice de Confiança do Empresário Industrial das pequenas indústrias caiu para 46,7 pontos e as perspectivas também encolheram, registrando recuo para 48 pontos nas expectativas para os próximos meses.
O Panorama da Pequena Indústria é divulgado trimestralmente e reúne dados da Sondagem Industrial, da Sondagem Indústria da Construção e da Confiança do Empresário Industrial. Acompanhe pelo Portal da Indústria. Acesse: https://www.portaldaindustria.com.br/
Reportagem, Deborah Souza.