Saúde - Poliomielite·14 de julho de 2024

PARAÍBA: A importância da vacinação para manter o estado livre da poliomielite

Queda na cobertura vacinal contra a pólio nos últimos anos aumenta o risco de reintrodução da doença no território brasileiro

Por Paloma Custódio
Ouvir · 00:03:46

Principal forma de prevenir a poliomielite é a vacinação - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Atenção, pais e responsáveis de crianças menores de 5 anos da Paraíba. A vacinação é essencial para proteger nossas crianças contra doenças graves como a poliomielite e garantir que estejam com a caderneta de vacinação em dia. Manter a vacinação em alta é fundamental para afastar essa e outras doenças do nosso convívio.

As autoridades de saúde alertam: embora o Brasil tenha recebido o certificado de eliminação do poliovírus selvagem em 1994, a doença ainda circula em outros países. Por isso, é essencial que pais e responsáveis acompanhem o Calendário Nacional de Vacinação e levem suas crianças regularmente às unidades básicas de saúde.

A meta é vacinar 95% das crianças para evitar a reintrodução da pólio no país. Mas as coberturas vacinais para o imunizante estão abaixo dessa meta na Paraíba. Em 2021, a cobertura vacinal em crianças menores de 1 ano no estado ficou em 70,3%. Em 2023, chegou a 85,6%.

Para ampliar a cobertura vacinal contra a pólio na Paraíba, Marcia Mayara, chefe do núcleo de imunização da Secretaria da Saúde (SES-PB), confirmou que as doses continuam disponíveis nos postos de vacinação de todos os 223 municípios do estado, ao longo do ano, para o esquema tradicional de imunização.

A enfermeira Milena Vitorino, de 40 anos, moradora do bairro Manaíra, na capital João Pessoa, procura sempre manter atualizada a caderneta de vacinação dos filhos.

“Maria Helena tem 2 anos e eu levei para ela tomar a vacina da poliomielite, até porque é muito importante a proteção contra a poliomielite, que é uma doença imunoprevenível. E não tive dificuldade de encontrar [a vacina]. Moro em João Pessoa, pois no último dia D procurei saber os postos que estavam abertos e levei no posto que realmente tinha a vacina. E foi muito tranquilo, foi rápido e ela está vacinada e protegida contra a poliomielite.”

Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, reforça a importância da vacinação regular para evitar o retorno da pólio ao país:

“A poliomielite é uma doença que, por muitas décadas, causou paralisia e morte em crianças. Só que essa doença não faz mais parte do nosso cenário epidemiológico graças à vacinação e o Brasil, desde 1989, não registra nenhum caso. Embora tenhamos eliminado a doença, ela ainda existe no mundo e pode ser reintroduzida no nosso país. Por isso, é muito importante que os pais levem seus filhos menores de cinco anos para checar a caderneta e atualizar a situação vacinal se necessário." 

Todas as crianças menores de 5 anos devem receber as doses necessárias de acordo com o calendário nacional de vacinação. O esquema vacinal inclui três doses de vacina inativada aos 2, 4 e 6 meses, além de duas doses de reforço com a vacina oral bivalente.

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a melhor maneira de proteger nossas crianças contra doenças imunopreveníveis. As vacinas estão disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde, e é importante lembrar que são seguras e eficazes.

Procure uma unidade básica de saúde e contribua para a saúde dos nossos pequenos. Vamos juntos apoiar o Movimento Nacional pela Vacinação.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.

Ver todas as matérias
CONTINUE LENDO

Mais sobre Poliomielite

Ver editoria completa
Pará14 de janeiro de 2026

MACRORREGIONAL II (PA): Paragominas e mais 46 municípios da macrorregião mantêm mobilização pela vacinação de crianças e adolescentes

As coberturas vacinais registradas desde janeiro na macrorregião preocupam. Diversas vacinas, como a de poliomielite e a tríplice viral, que protege contra o sarampo, estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Maranhão14 de janeiro de 2026

Macrorregião Leste (MA): Presidente Dutra e mais 60 municípios da macrorregião mantêm mobilização pela vacinação de crianças e adolescentes

As coberturas vacinais na macrorregião preocupam. Vacinas como a de poliomielite e a tríplice viral, que protege contra o sarampo, estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Poliomielite13 de novembro de 2024

Poliomielite: vacina oral contra doença é substituída por injetável no Brasil

Desde o dia 4 de novembro, o esquema vacinal contra poliomielite passou a ser composto apenas por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP). A mudança, segundo o MS, é baseada em evidências científicas e a dose é mais segura e eficiente

t-page