Infraestrutura - Energia·12 de julho de 2023

Minas tem primeiro e-commerce para consumidores de energia de média tensão

Sistema possibilita a contratação de energia de forma 100% digital; descontos podem chegar até 35% na conta

Por Landara Lima
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A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) lançou o primeiro sistema e-commerce que oferece aos consumidores de média tensão a possibilidade de simular e contratar energias renováveis. A ideia é expandir o mercado livre de energia.

A plataforma “Energia Livre Cemig” possibilita a contratação de energia de forma 100% digital, oferecendo descontos na conta.

Segundo o diretor de Comercialização da Cemig, Dimas Costa, o sistema vai atender clientes de todas as regiões do país, que desejam migrar para o chamado mercado livre de energia. Nesta modalidade de contratação, o consumidor pode escolher de quem comprar energia.

“Nosso portal permite que o cliente entre, conheça, faça adesão, faça a simulação e assine o contrato. É uma ferramenta no qual o cliente pode, de uma maneira bem ágil, optar por migrar para esse mercado e a vantagem para o cliente é que ele faz jus a um desconto que pode chegar até 35%”, afirma.

O diretor completa que além da economia, o novo e-commerce possibilita a contratação de energia de fontes renováveis.

"Essa energia está aderente às melhores práticas hoje de ESG (Environmental, Social and Governance) porque essa energia é toda renovável. Ela é certificada, seja através do I-REC, seja pela Cemig-REC, que é um certificado de procedência no qual essa energia é 100% renovável. Isso hoje é muito importante para as indústrias e comércio no sentido de garantir ao seu consumidor a procedência dessa energia como energia limpa”, diz.

Abertura do mercado livre

Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), nos últimos 20 anos, o mercado livre de energia foi responsável por uma redução de gastos de energia de R$ 339 bilhões, sendo R$ 41 bilhões somente em 2022.

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), apontam que a abertura do mercado livre para todos os consumidores da alta tensão (grupo A), tem potencial de atrair 72 mil empresas de médio e pequeno porte, como indústrias, redes de serviço e varejo.

De acordo com a portaria 50/22 do Ministério de Minas e Energia, a partir de 2024 todos os consumidores do grupo A estarão aptos para migrar para o mercado livre de energia. Segundo a CCEE, mais de 106 mil consumidores poderão se tornar elegíveis.

No sentido de facilitar a abertura do mercado livre de energia e regular o setor elétrico, tramita na Câmara dos Deputados o PL 414/21. O projeto tem como um dos objetivos permitir que todos os consumidores de energia elétrica possam escolher de quem comprar a energia, migrando para o mercado livre. A expectativa é que toda a população possa aderir a partir de 2026.

Para o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), a modernização do setor é urgente para a sociedade.

“Nós precisamos dessa modernização, o mundo está passando por transformações importantes e é preciso que o setor elétrico acompanhe essa modernização, entre elas, a implantação do mercado livre. Nós temos sol, nós temos ventos, nós temos energia hidrelétrica.  A energia no Brasil é barata, mas a conta final para o consumidor é muito cara. Então é preciso fazer adequações para que ao final, nós consigamos baratear a conta de luz para o consumidor”, diz.

O PL 414/2021 já foi aprovado pelo Senado Federal e aguarda criação de Comissão Temporária pela mesa diretora na Câmara dos Deputados.

Mercado livre de energia teve alta de 30% no Brasil, aponta CCEE

Subsídio na energia é o que mais encarece a conta de luz, diz entidade do setor

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