Educação - undefined·28 de fevereiro de 2019

Equipe de Maceió (AL) cria bota magnética para facilitar locomoção de astronauta no espaço

Por Camila Costa
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Andar em meio a falta de gravidade, como no caso dos astronautas durante as missões espaciais, não é uma coisa tão fácil. É preciso se segurar em barras presas nas paredes da nave ou ficará flutuando. Dispostos a melhorar essa problemática, alunos da Escola SESI Aberlado Lopes, em Maceió (AL), criaram uma bota magnética, capaz de deixar o astronauta firme no chão, além de trabalhar os músculos da perna, um outro fator importante para a qualidade de vida no espaço.

A equipe Astroboot levará a inovação para concorrer ao Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO®, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. O grupo, que tem ao todo cinco alunos, parte cursando o ensino fundamental e parte, o ensino médio, já esteve em um torneio, na Bahia, e conquistaram o primeiro lugar com o mesmo projeto. A ideia, agora, é conseguir uma vaga no torneio internacional, que acontece nos Estados Unidos.

Segundo o técnico do projeto, o professor João Víctor Laurindo Dantas, a equipe trabalhará com o ímã de neodímio, um poderoso imã feito a partir de uma combinação de neodímio, ferro e boro. O material foge do convencional e é avaliado como cinco vezes mais forte do que o imã comum e ainda tem um preço mais acessível. Uma bota pronta, segundo João Victor, custará em média R$ 80. “Então, uma problemática, no caso, que foi solucionada com um preço bastante pequeno, quando comparado com as questões em geral, de valores para colocar alguma coisa em uma nave da vida, porque hoje os astronautas passam a maior parte na estação espacial, e ficam geralmente descalços, sem sapato, não tem uma roupa fixa. Ajuda ainda na questão de locomoção, fica bem mais fácil”, explica o instrutor.

O torneio é realizado no Brasil há mais de 10 anos e, a cada ano, tem um tema central. Em 2019, a temática é “Into Orbit”. Os participantes terão que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. 

Eduardo Mamede, 13 anos; Isabel Bueno, 13 anos; Iasmin Natalia, 13 anos; Jonathan Alves, 16 anos; e Leonardo Rafael Rodrigues Amorim, 16 anos, estão desde setembro de 2018 trabalhando em cima do projeto.

Para Leonardo, o torneio faz com que novas oportunidades de conhecimento e de crescimento profissional e pessoal surjam na vida dele e dos outros competidores. “Pude explorar minhas habilidades e conhecer algumas que nem sabia que tinha, como a questão da criatividade, apresentação, inovação, trabalhar com metodologia científica no cotidiano virou normal pra mim, fazendo projeto ou TCC, ou seja, coisa que a gente só iria ver na graduação, estamos vendo no ensino médio. Então, são coisas muito surpreendentes que vão a cada dia melhorando nosso ser e fazendo com que a gente queira melhorar ainda mais o mundo em que vivemos”, afirma o estudante.

Ciência e tecnologia

O Torneio de Robótica FIRST® LEGO® é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. Propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO. A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Os jovens podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. O SESI é responsável pela operação oficial do torneio no país.

Quer saber mais sobre robótica?


Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/
 

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SOBRE

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.

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