Agronegócios - Transporte·02 de abril de 2021

CNA defende no STF construção de ferrovia para reduzir custos logísticos da produção agropecuária

De acordo com o projeto a Ferrogrão terá 933 km de extensão ligando Sinop (MT) a Miritituba (PA)

Por Rafaela Gonçalves
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) defender a construção da Ferrogrão, ferrovia que deve reduzir os custos logísticos do transporte da produção agropecuária nas regiões Norte e Centro-Oeste do país. Pelo projeto, são 933 km de extensão ligando Sinop (MT) a Miritituba (PA). 

De acordo com a Confederação, nos primeiros 10 anos de operação, a previsão de demanda total de carga alocada da ferrovia deve alcançar 20,7 milhões de toneladas, número que poderá chegar a 52,3 milhões de toneladas no fim do contrato.

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A construção desta ferrovia é defendida pela CNA para ajudar no transporte da produção agropecuária das regiões Norte e Centro-Oeste do país para a região do Arco Norte, onde estão 61,2% da produção de soja e milho do país, mas cujos portos escoam apenas 28,4% da produção desses grãos.

O pedido é paralelo à BR-163, recentemente finalizada, na mesma faixa de domínio da rodovia, o que mostra que a área ambiental protegida não será afetada pelo traçado da ferrovia. O projeto passará por todas as etapas previstas em lei para que seja aprovado, como consultas prévias às comunidades indígenas, por exemplo, e o licenciamento ambiental, para confirmar a aptidão.

SOBRE

Rafaela Gonçalves

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência em política e economia. Recentemente trabalhou no Correio Braziliense e fez cobertura política dos poderes Executivo e Legislativo nacionais.

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