Educação - undefined·28 de fevereiro de 2019

Barra proteica para astronautas pretende recuperar perda de massa muscular no espaço

Um grupo de alunos da Escola SESI João Ubaldo Ribeiro de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, descobriu essa problemática e resolveu criar uma barra de proteína capaz de repor massa muscular e minimizar esse efeito negativo ao astronauta.

Por Camila Costa
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A microgravidade a que os astronautas são expostos no espaço tem seu lado divertido. É possível andar pelo teto, dar cambalhotas, sentir-se voando. Porém, não ter a força da gravidade puxando seu corpo para o chão também tem seus prejuízos. Um deles é a deterioração da estrutura óssea e muscular. Seis meses no espaço, faz com que o astronauta volte à terra com o corpo semelhante ao de uma pessoa de 60 anos. Um grupo de alunos da Escola SESI João Ubaldo Ribeiro de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, descobriu essa problemática e resolveu criar uma barra de proteína capaz de repor massa muscular e minimizar esse efeito negativo ao astronauta.

A barra, a Astroteica, é feita de produtos naturais, sementes de abóbora, gergelim, castanhas, leva albumina e, a liga, é feita com melaço de cana. Tem validade de três anos e é embalada a vácuo. O descarte é feito normalmente, como já é feito com outros resíduos no espaço, que são transferidos para uma outra nave e trazidos para a terra. A inovação será apresentada durante o Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. A professora e instrutora da Equipe Midas, Simone Carlete, conta que o grupo, que tem ao todo seis alunos, começou ainda em 2015 e, desde então, têm conseguido prêmios com o projeto.

Para alcançar mais um resultado positivo, o empenho tem sido forte. “No contexto geral, todos alunos gostam muito. A gente trabalha no sistema de monitoria para dar mais oportunidade para mais alunos, a gente faz um torneio interno estilo FLL, para que todos alunos possam participar, além da equipe que participa hoje. Os treinos deles são de segunda a sábado, de segunda a sexta no turno oposto para treinar e no sábado ficamos o dia todo para treinar. É uma dedicação quase que exclusiva para a escola e para a robótica desses seis alunos que participam da competição hoje”, explica a instrutora.

O torneio é realizado no Brasil há mais de 10 anos e, a cada ano, tem um tema central. Em 2019, a temática é “Into Orbit“. Os participantes terão que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. No caso da Equipe Midas, muita pesquisa junto a especialistas, como nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, atletas e engenheiros de alimentos renderam a barra de proteína.


Segundo a capitã da equipe, Rebeca Sena de 16 anos, participar de um torneio como esse traz mais do que conhecimentos de tecnologia. Aprimora o senso criativo, valores pessoais e ensina como trabalhar em equipe. “Somos como uma máquina que é feita de engrenagens, cada um de nós somos uma engrenagem, cada um com sua habilidade, com sua forma, seus trejeitos e que, juntos, conseguimos fazer essa máquina funcionar, porque juntos conseguimos trabalhar melhor. A robótica tem uma grande importância pra mim, aprendido muito sobre iniciação científica”, afirma a jovem.

Ciência e tecnologia

O FIRST® LEGO® League é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de nove a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. Propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO. 

A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Os jovens podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. O SESI é responsável pela operação oficial do torneio no país.
 

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SOBRE

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.

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