Economia - Empresas·25 de agosto de 2025

Apenas 5% das empresas familiares brasileiras chegam à terceira geração; IEL lança Jornada de Sucessão para mudar esse cenário

Programa nacional apoia famílias empresárias na transição entre gerações, combinando capacitação técnica, cases de sucesso e troca de experiências

Por Lívia Braz
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Foto: Reprodução / Agência de Notícias da Indústria

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Diante da dificuldade de manter negócios familiares por gerações, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) criou a Jornada de Sucessão Empresarial, programa nacional que já passou por B. A iniciativa reúne empresários e herdeiros para discutir estratégias de governança, planejamento sucessório e continuidade dos negócios, oferecendo conteúdo técnico, cases de sucesso e espaços de troca entre famílias empresárias.

A iniciativa nasceu diante de um dado preocupante: uma em cada 4 empresas da indústria deverá lidar com o desafio de realizar a transição de ao menos uma de suas lideranças para as gerações mais jovens nos próximos anos. De acordo com Carolina Faust, coordenadora de Carreiras e Educação Executiva do IEL Nacional, muitas empresas não chegam à terceira geração por falta de um planejamento sucessório bem estruturado. Ela destaca que o estudo “Empreendedorismo Industrial – o perfil dos novos líderes”, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria em parceria com o IEL, foi essencial para orientar a criação do programa de sucessão empresarial.

“A jornada de sucessão empresarial é um programa nacional do IEL que busca apoiar as empresas familiares num planejamento estruturado da sucessão. Então nós trazemos um programa que combina um conteúdo técnico de excelência, palestras de especialistas, cases práticos de famílias empresárias, além de proporcionar também espaços de troca entre esses empresários e os herdeiros”, explica Carolina Faust.

A proposta do IEL é fortalecer a governança, assegurar continuidade dos negócios e preparar as próximas gerações de líderes — uma necessidade urgente diante do cenário de sucessão apontado pelo estudo do Observatório Nacional da Indústria.

Sucessão familiar em prática

Um exemplo prático da jornada é a Costa Real Laticínios, de Buíque, no agreste meridional de Pernambuco. Fundada há cerca de 20 anos por Dr. Alex Costa, a empresa familiar produz queijos, manteiga e outros derivados do leite e emprega atualmente entre 50 e 70 funcionários. Hoje, Amanda Costa, filha do fundador, participa da transição de liderança com apoio do programa.

“Eu me dei conta de que a sucessão não é um momento exato, onde o pai se afasta e o filho assume. Existe de fato uma jornada, em que ambas as gerações precisam trabalhar juntas, dividir conhecimentos e equilibrar experiências antigas com inovação. O programa me deu a oportunidade de tratar tópicos difíceis de conversar no âmbito familiar, com leveza e naturalidade, e me trouxe sentimento de pertencimento e rede de apoio”, conta Amanda Costa.

O IEL reforça que a Jornada de Sucessão é voltada a empresários, herdeiros, membros de conselhos familiares e lideranças industriais que enfrentam o desafio da continuidade do negócio. Segundo Carolina Faust, “o programa promove práticas de governança, planejamento antecipado da sucessão e profissionalização da gestão, estimulando a separação clara entre o papel da família e da empresa e fortalecendo a visão de longo prazo.”

As empresas interessadas podem procurar os núcleos regionais do IEL, em parceria com federações estaduais e colegiados de novos líderes, para obter informações sobre inscrições e participação. O objetivo é garantir que o legado das famílias empresárias seja preservado, com práticas modernas e inovadoras, assegurando a competitividade e a perenidade dos negócios no Brasil.

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SOBRE

Lívia Braz

Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2007, é repórter do Brasil 61 desde 2022. Ao longo de 18] anos de carreira, atuou nas redações da Record TV e na assessoria de comunicação do Governo do Distrito Federal (GDF), cobrando fatos relevantes da história do pais, como posses presidenciais e eventos jurídicos, como o julgamento do Mensalão no STF.

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