Economia - Meio ambiente·06 de novembro de 2020

Amazônia+21: Fórum debate inovação e possibilidades de desenvolvimento sustentável

A iniciativa tem como objetivo promover negócios a partir da biodiversidade da floresta e investir no desenvolvimento sustentável

Por Rafaela Gonçalves
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O segundo dia do Fórum Amazônia+21 foi marcado por debates sobre a inovação e possibilidades de promover o desenvolvimento da região por meio de novos modelos de negócios para geração de riquezas e proteção plena bioma. O início dos painéis contou com a apresentação do projeto Amazônia 4.0. 

A iniciativa tem como objetivo promover negócios a partir da biodiversidade da floresta e investir no desenvolvimento sustentável e em Laboratórios Criativos na região. As unidades são capazes de incorporar as tecnologias da 4ª Revolução Industrial para viabilizar a descoberta e o aproveitamento dos ativos biológicos e biomiméticos da Amazônia.  

O primeiro bloco foi encerrado com o encontro de governadores da Amazônia Legal, com a apresentação da pesquisa “Amazônia na Visão dos Brasileiros”, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Um dos dados mais relevantes apontou que 95% da população concorda que é possível alinhar progresso econômico com a conservação da Amazônia.

De acordo com o estudo, a maior parte da população tem consciência sobre a relevância da região e acredita na união do desenvolvimento à conservação das riquezas naturais ali contidas. 

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, o resultado da pesquisa desfaz uma falsa dicotomia de que não é possível preservar e desenvolver. “Isso não é verdade, a própria população brasileira afirma que é possível conciliar as duas agendas, tanto a de preservação e conservação quanto a de desenvolvimento econômico, obviamente de maneira sustentável”, declarou. 

95% da população acredita ser possível alinhar progresso econômico com a conservação da Amazônia

Fórum discute desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal

Os debates também giraram em torno da Amazônia no cenário global e a sua posição estratégica diante do novo contexto pós-pandêmico. Dentro do contexto internacional em que o meio ambiente passou a ser um tema global, com foco na região, o embaixador Rubens Barbosa avaliou a importância da imagem do Brasil no exterior para avanços importantes, como a entrada em vigor do acordo Mercosul e União Europeia. 

“Para conseguir atrair investimentos, inovação e conciliar o meio ambiente com políticas de desenvolvimento sustentável, dado o fato de que a política ambiental é uma política global, tudo isso tem que ver com a percepção externa dos países sobre o Brasil”, afirmou. Para o embaixador, todo o desenvolvimento depende das políticas implementadas pelo governo brasileiro.

Os painéis expuseram também uma abordagem científica sobre a Amazônia na perspectiva pesquisadores. Além disso, foram exploradas oportunidades de negócios baseados nos ativos da floresta, demonstrando como os pequenos negócios unem biodiversidade, tecnologia e sustentabilidade para aumentar o valor dos produtos e beneficiar as cadeias produtivas locais. 

Sobre o Fórum

Desta vez acontecendo de forma híbrida, virtual e presencial, em razão da pandemia de Covid-19, o evento está programado para ocorrer até esta sexta-feira (6). Com uma agenda técnica e encontros preparatórios, foram realizadas reuniões temáticas prévias nos meses de agosto a outubro. O Fórum conecta governos, empreendedores, cientistas, pesquisadores, setor produtivo, investidores e sociedade a fim de dialogarmos sobre a geração de riquezas na região amazônica, com proteção plena ao bioma.

O evento é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Agência de Desenvolvimento de Porto Velho e Prefeitura de Porto Velho. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) são correalizadores. O evento conta ainda com apoio do governo do estado. A programação completa e os painéis podem ser acompanhados ao vivo pelo site amazonia21.org.

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SOBRE

Rafaela Gonçalves

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência em política e economia. Recentemente trabalhou no Correio Braziliense e fez cobertura política dos poderes Executivo e Legislativo nacionais.

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