Foto: Zack/MCom
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5G: maior impacto inicial será na indústria

Representantes das principais operadoras de telefonia do mercado explicam em seminário do Ministério das Comunicações que a revolução do 5G ocorre primeiro no setor produtivo


O impacto mais imediato do 5G no Brasil será sentido pela indústria. É o que afirmam os representantes das principais operadoras de telefonia do país, que participaram do Seminário 5G.BR, promovido nesta quinta-feira (11) em São Paulo pelo Ministério das Comunicações. O evento, que também terá edições em outras capitais, discutiu a chegada da internet móvel de quinta geração no Brasil e o alcance da transformação na economia e nos setores produtivos proporcionado pela tecnologia.

O primeiro painel, "5G no Brasil: avanços da conectividade em um país continental", contou com representantes de algumas das principais empresas de telefonia do mercado, como TIM, Vivo, Claro e Ericsson, além do executivo do setor de Telecom, Carlos Alberto Landim.

José Félix, presidente da Claro, comentou que o início do 5G é promissor, principalmente porque as operadoras estão instalando mais antenas que o solicitado pela Anatel na primeira fase, e que o consumidor vai ter de aguardar pelas novas aplicações que serão proporcionadas com o tempo pela nova tecnologia, assim como foi com o 4G. Ele cita o Waze, o aplicativo de navegação por GPS que hoje é amplamente utilizado.

“O Waze aconteceu com o advento do 4G. Tomando esse exemplo, assim como os aplicativos de delivery, se imagina que, naturalmente, vai começar a aparecer uma centena de novas aplicações de 5G”.

O presidente da Claro, no entanto, explicou que neste primeiro momento quem mais vai se beneficiar com a internet de alta velocidade e baixo tempo de resposta é a indústria. Ele explica que a maior velocidade será sentida pelos consumidores, mas que algumas novidades prometidas por meio da tecnologia, como a telemedicina e os carros autônomos vão demorar um pouco para chegar.

“A velocidade é o que é mais notável, porque é o que aparece de forma massiva, que são as pessoas, os usuários comuns, os consumidores. Todo aquele resto, a baixa latência, capacidade de fazer milhares de conexões simultâneas, isso vai aparecer mais na Internet das Coisas, que é mais voltada à indústria e, eventualmente no futuro, quando tivermos coisa falando com coisa.”

5G: São Paulo entra na era da internet de quinta geração
Todas as capitais brasileiras devem receber 5G até 29 de setembro

Márcio Fabbris, vice-presidente de Marketing e Venda da Vivo, lembra do lançamento do 4G, em 2012, quando novos modelos de negócios foram sendo oportunizados ao longo do tempo por meio de aplicativos, como bancos on-line e serviços de entrega. Ele destaca que ainda não se sabe se existirá uma aplicação chave para essa nova tecnologia de quinta geração, mas que o 5G deve primeiro revolucionar setores como agro e indústria.

“A gente pode mencionar talvez o setor agro como um dos primeiros a se aproveitar disso, da automatização da agricultura, da agropecuária, que é um setor super importante para o Brasil e pode ser um dos primeiros a ter o benefício de ter múltiplos dispositivos conectados ao mesmo tempo, transmitindo informações em tempo real, podendo elevar o nível de produtividade a um outro patamar. Depois a gente pode pensar em finanças, indústria 4.0, tem muitas aplicações que baseadas em baixa latência, confiabilidade e a possibilidade de conectar múltiplos dispositivos podem viabilizar novos negócios”, ressalta Fabbris.  

A latência é o tempo de resposta entre um comando utilizado na rede e a resposta. No 4G, a latência gira em torno de 50 milissegundos. Já o tempo de resposta do 5G pode chegar a 1 milissegundo, essencial para aplicações em equipamentos e maquinários da indústria ou operações à distância, que compõem a Internet das Coisas.

O 5G foi ativado na cidade de São Paulo, o maior mercado de telefonia móvel do Brasil, no último dia 4 de agosto. Antes, a tecnologia foi disponibilizada em Brasília, João Pessoa, Belo Horizonte e Porto Alegre. Além da indústria e da medicina, a quinta geração de internet móvel também vai impactar diversos outros setores, como educação e transporte, além de oportunizar acesso livre à internet e melhores serviços à sociedade.

Próximos seminários

As capitais Porto Alegre, Natal, Manaus e Brasília receberão as próximas edições do Seminário 5G.BR, quando o Ministério das Comunicações continua debatendo os avanços possibilitados pela nova tecnologia e os meios de aplicá-los a serviço dos cidadãos. Dessas próximas capitais, apenas Porto Alegre e Brasília já disponibilizaram o 5G. Natal e Manaus ainda aguardam a conclusão da limpeza da faixa 3,5 GHz. Todo o processo, incluindo a implementação, deve ser concluído até o dia 29 de setembro para atender às exigências da Anatel.
 

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LOC.: O impacto mais imediato do 5G no Brasil será sentido pela indústria. É o que afirmaram os representantes das principais operadoras de telefonia do país, no Seminário 5G.BR. O evento foi promovido pelo Ministério das Comunicações, nesta quinta-feira (11), em São Paulo. 

O presidente da Claro, José Félix, comentou que o início do 5G é promissor, principalmente porque as operadoras estão instalando mais antenas do que o solicitado pela Anatel na primeira fase. Mas ele explicou que, neste primeiro momento, quem mais vai se beneficiar com a internet de alta velocidade e baixo tempo de resposta é a indústria.
 

TEC. SONORA: José Félix, presidente da Claro

“A velocidade é o que é mais notável, porque é o que aparece de modo massivo, que são as pessoas, os usuários comuns, os consumidores. Todo aquele resto, a baixa latência, capacidade de fazer milhares de conexões simultâneas, vai aparecer mais na Internet das Coisas, que é mais voltada à indústria e, eventualmente no futuro, quando tivermos coisa falando com coisa.”
 

LOC.:  O vice-presidente de Marketing e Venda da Vivo, Márcio Fabbris, lembrou do lançamento do 4G, em 2012, quando novos modelos de negócios surgiram por causa da tecnologia, como bancos on-line e serviços de entrega. Ele destaca que o 5G deve primeiro revolucionar setores como agro e indústria.

TEC. SONORA: Márcio Fabbris, vice-presidente de Marketing e Venda da Vivo

“A gente pode mencionar talvez o setor agro como um dos primeiros a se aproveitar disso, da automatização da agricultura, da agropecuária, que é um setor super importante para o Brasil e pode ser um dos primeiros a ter o benefício de ter múltiplos dispositivos conectados ao mesmo tempo, transmitindo informações em tempo real, podendo elevar o nível de produtividade a um outro patamar. Depois a gente pode pensar em finanças, indústria 4.0.”
 

LOC.: O 5G foi ativado na cidade de São Paulo no último dia 4 de agosto. Antes, a tecnologia chegou a Brasília, João Pessoa, Belo Horizonte e Porto Alegre. A capital gaúcha é um dos próximos destinos do Seminário 5G.BR, organizado pelo Ministério das Comunicações. Natal, Manaus e Brasília também vão receber uma edição do evento.

Reportagem, Luciano Marques