LOC.: O 5G chega a São Paulo nesta quinta-feira (04). A cidade é a quinta a receber a internet 100 vezes mais rápida que a tecnologia anterior, o 4G. As primeiras capitais a contar com a nova tecnologia foram Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa.
Pelas regras do leilão realizado em 2021, a cidade de São Paulo precisa ter, pelo menos, 462 estações ativas com 5G até o dia 29 de setembro. Mas o número deve ir bem além, já que as solicitações de licenciamento das operadoras junto à Anatel, até o último dia 2, chegaram a 1.387.
O presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações, Luciano Stutz, explica que a maior cobertura inicial em São Paulo se dá justamente pela alteração na lei municipal, que deu mais agilidade no processo de licenciamento de novas antenas na cidade.
TEC.SONORA: Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel)
“Sim, isso significa que a cidade de São Paulo está sendo priorizada na mancha de cobertura. Isso quer dizer que São Paulo vai ter uma cobertura maior que a obrigatória. Fruto da modificação da lei municipal, isso é importante dizer. São estão sendo colocados esses pedidos e aprovados porque teve uma modificação na legislação e agora eles são aprovados rapidamente, em até 15 dias.”
LOC.: O número maior de antenas é necessário, já que o 5G precisa de mais estações base para transmitir o sinal. No último dia 28, foi sancionada a lei que autoriza a instalação de infraestrutura de telecomunicações em casos de não manifestação do órgão competente no prazo de 60 dias, o chamado silêncio positivo.
O presidente executivo da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, representante das grandes operadoras, afirma que a lei do silêncio positivo vai ajudar na expansão da conexão como um todo.
TEC. SONORA: Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis
“A nova lei do silêncio dispositivo vai ajudar a expandir a conectividade do país. Tanto o 5G quanto o 4G. As obrigações do edital ainda exigem que se coloque o 4G onde ainda não tem, que são 8 mil localidades, mas ainda temos muita dificuldade em avançar na instalação de infraestrutura do próprio 4G. E o 5G, como é uma tecnologia que requer muito mais antenas do que o 4G, também vai exigir um mecanismo ágil para que avance na instalação de infraestrutura.”
LOC.: Segundo informações da Anatel, a cobertura inicial do 5G na cidade de São Paulo está concentrada no chamado centro expandido, entre as marginais Tietê e Pinheiros, além de uma boa parte da zona oeste e o começo da zona sul. As zonas leste e norte da cidade, assim como o extremo da zona sul, têm antenas umas mais distantes das outras, ou seja, a conexão deve ficar alternando entre o 4G e o 5G.
Reportagem, Luciano Marques