Brasil - Associativismo empresarial·27 de agosto de 2025

2º Encontro Nacional do Associativismo discute futuro das micro e pequenas empresas

Reunião em Santos aponta ações práticas para fortalecer lideranças locais, ampliar crédito e integrar políticas públicas ao empreendedorismo

Por Lívia Braz
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Foto: ACS

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O 2º Encontro Nacional de Integração do Associativismo, promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), definiu na segunda-feira (25), em Santos, ações para fortalecer o associativismo e apoiar micro e pequenas empresas. Entre os encaminhamentos estão a expansão do grupo G50+, que visa aproximar lideranças das bases, a oferta de linhas de crédito e programas de formalização, além da articulação de pautas legislativas para ampliar a competitividade e o acesso a mercados nacionais e internacionais.

Integrando as comemorações do centenário do Palácio do Comércio, sede da Associação Comercial de Santos (ACS), o evento reuniu autoridades e lideranças empresariais de todo o país. Para Alfredo Cotait, presidente da CACB, o encontro reforça a importância de ouvir a base das associações e integrar as demandas locais às estratégias nacionais.

“O nosso sistema é associativo, capilar e único no Brasil, cujas lideranças estão na base. As demandas vêm dessa base para que nós, das federações e da Confederação, possamos representá-los. Precisamos ouvi-los, precisamos integrá-los e precisamos que vocês conversem entre si.”

Ações práticas para fortalecer micro e pequenas empresas

O deputado federal Domingos Sávio, presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços, ressaltou a necessidade de o país reagir às mudanças econômicas globais e garantir que os empreendedores tenham voz e respeito.

“O país tem que reagir, e a classe empreendedora — quem tem a coragem de montar um negócio — precisa ser ouvida e respeitada. É por isso que existe a Frente do Comércio e do Serviço, reconhecendo a importância disso. O ponto existe porque ali há Comércio e Serviço; o agro não existe sem o Comércio e Serviço, e a indústria também não existe sem o Comércio e Serviço.”

Mauro Sammarco,  presidente da Associação Comercial de Santos, ACS, reforçou que o encontro foi  um momento estratégico para discutir a evolução do associativismo e seu impacto econômico e social. Já o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, destacou ações do governo para apoiar micro e pequenas empresas: linhas de crédito, programas de formalização, incentivos à exportação e integração ao Mercosul.

“Queremos transformar as MPMEs em motores de emprego, inovação e integração regional, auxiliando-as a passar pelas dificuldades em tempos de tarifaço”, disse França, ressaltando ainda programas como Contrata+Brasil e o Cartão MEI, que facilitam a formalização e operações comerciais dos microempreendedores.

G50+

Entre os encaminhamentos definidos, está a expansão do grupo G50+, que reúne presidentes de associações comerciais e empresários de todo o País. O objetivo é discutir demandas do setor, articular pautas prioritárias — como a Lei da Liberdade Econômica — e levar essas reivindicações ao Congresso Nacional em outubro.

O encontro também incluiu painéis sobre infraestrutura portuária, turismo e desenvolvimento, com destaque para os projetos do Porto de Santos, e sobre o cenário político brasileiro, discutindo desafios da democracia e da liberdade de expressão.

Para Cotait, Domingos Sávio e Sammarco, o evento reforça que o associativismo é fundamental para integrar forças, fortalecer empreendedores e garantir desenvolvimento econômico sustentável em todas as regiões do país.

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SOBRE

Lívia Braz

Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2007, é repórter do Brasil 61 desde 2022. Ao longo de 18] anos de carreira, atuou nas redações da Record TV e na assessoria de comunicação do Governo do Distrito Federal (GDF), cobrando fatos relevantes da história do pais, como posses presidenciais e eventos jurídicos, como o julgamento do Mensalão no STF.

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