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LOC.: Ao passo que defendem uma reforma tributária abrangente, com inclusão de tributos federais, estaduais e municiais, os parlamentares que compõem a comissão mista criticam a postura de alguns setores da economia que defendem tratamento diferenciado no sistema de arrecadação de impostos que deverá ser adotado.
Durante as audiências públicas no colegiado, representantes de determinados segmentos pedem taxas exclusivas, visando a redução da cobrança de impostos e, em alguns casos, a isenção, o que foi tachado de inapropriado pela senadora Kátia Abreu, do PP de Tocantins.
TEC./SONORA: Kátia Abreu, senadora (PP-TO)
“Nós precisamos, vamos e deveremos fazer uma reforma para o Brasil, porque nós estamos assim um tanto cansados de ouvir todo mundo, com unanimidade, dizer que a reforma é importante para o Brasil, transparente, simples, tirando a complexidade e a burocracia, que precisamos de eficiência, mas todo mundo quer continuar sendo uma exceção.”
LOC.: Em uma das reuniões realizadas pelo colegiado, o representante da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Roberto Brant, por exemplo, afirmou que para o setor agropecuário, “essa reforma, nas suas duas versões de emenda à Constituição, não é neutra, pois acarreta um grande aumento de carga tributária para o setor rural brasileiro”. Além disso, ele defendeu que o modelo “pesa muito sobre o setor de serviços”.
O deputado federal Eduardo Cury (PSDB-SP), tem defendido uma reforma abrangente, que permita a implantação de um sistema tributário moderno, simples e eficiente. Para isso, o parlamentar entende que todos os setores precisam dar sua contribuição.
TEC./SONORA: Eduardo Cury, deputado federal (PSDB-SP)
“Toda reforma tem desequilíbrios, e nós querermos simplificar implica que alguns setores – consumidores desses setores – terão seus preços menores, e alguns consumidores e alguns setores terão preços majorados. Se isso vai simplificar, isso vai acontecer. Os setores convidados geralmente são setores que estão sendo afetados com alíquotas provavelmente em uma majoração, porque, logicamente estão reclamando justamente por isso.”
LOC.: Parte do preço de qualquer produto é formado por impostos. Isso ocorre com mercadorias comercializadas em todo o mundo. No Brasil, segundo os defensores da reforma, o problema está relacionado à forma como esses tributos são arrecadados.
Enquanto nos países mais desenvolvidos é cobrado apenas um único imposto, no Brasil são cobrados pelo menos cinco diferentes, recolhidos por órgãos distintos e respeitando legislações divergentes de cada estado e municípios brasileiros.
Reportagem, Marquezan Araújo