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LOC.: Cerca de três em cada quatro empresas industriais compraram máquinas e equipamentos novos em 2025, enquanto 18% recorreram à compra de maquinário usado. É o que revela levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
Apesar dos investimentos, a modernização tecnológica ainda ocorre de forma gradual. Entre as empresas que adquiriram máquinas e equipamentos em 2025, 72% tinham como principal objetivo ampliar a mecanização da produção. Apenas 9% investiram em robotização e 5% direcionaram recursos para automatizar a produção por meio de máquinas conectadas em rede, capazes de transmitir e processar dados de forma autônoma.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales, afirma que os investimentos em equipamentos conectados à internet ainda são limitados.
TEC./SONORA: Rafael Sales, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“A maior parte dos investimentos continua sendo na mecanização da produção. Mas isso não quer dizer que essas empresas não estejam buscando ganhos de produtividade. Mesmo quando uma empresa está buscando uma máquina nova para mecanizar sua produção, ela pode estar tendo ganhos de produtividade.”
LOC.: A sondagem mostra que as incertezas do ambiente macroeconômico continuam sendo o principal fator que trava os investimentos da indústria. Outros fatores apontados foram queda das receitas das empresas, entraves tributários, incertezas setoriais, falta de mão de obra e aumento dos custos dos insumos.
TEC./SONORA: Rafael Sales, especialista em Políticas e Indústria da CNI
“Estamos passando por muitas incertezas econômicas, não só no Brasil, mas no mundo. Com relação à mão de obra, outras pesquisas vêm apontando uma dificuldade dos empresários industriais em contratar e reter esses profissionais, o que, consequentemente, afeta o planejamento dos seus investimentos. E com relação aos entraves tributários, nós esperamos que, com a reforma tributária, isso diminua.”
LOC.: O levantamento também mostra que as grandes empresas conseguem acessar e incorporar tecnologias mais avançadas com maior rapidez, enquanto as pequenas enfrentam mais dificuldades.
Segundo o economista, os resultados da sondagem podem orientar políticas industriais voltadas às diferentes necessidades das empresas. Para as pequenas, o desafio é ampliar o acesso ao crédito e às tecnologias mais avançadas. Já as grandes, que se encontram em estágio mais maduro de modernização, precisam de condições para ampliar sua competitividade internacional.
Reportagem, Paloma Custódio