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LOC.: O Brasil passa por um processo de ampliação do acesso à internet por parte da população. Recentemente, o governo federal publicou uma Medida Provisória que permite a redução de impostos cobrados sobre antenas de banda larga via satélite de pequeno porte (Vsat). O objetivo da MP 1018 é incentivar a diversificação dos meios de acesso à conexão de alta velocidade.
De acordo com o Ministério das Telecomunicações, a iniciativa deve contribuir com um saldo positivo de R$ 4,4 bilhões para o País. O valor seria a diferença entre a desoneração e o retorno em investimentos, entre 2021 e 2030. Para o professor de Telecomunicações da Universidade Federal do Ceará, Rodrigo Porto, a medida abre espaço para a participação de mais empresas que atuam no setor, o que ajuda na queda de preços dos serviços.
TEC./SONORA: Rodrigo Porto, professor de Telecomunicações da Universidade Federal do Ceará.
“Essa medida do governo, ao baratear o acesso, ao retirar certos encargos é um convite para que haja uma adoção em maior escala. A gente sabe que quando isso ocorre há uma tendência natural de queda de preço e há uma atração natural de mais atores competindo no mercado, o que também permite uma expectativa de redução de preço.”
LOC.: Em localidades mais afastadas dos centros urbanos, esse modelo de satélite é a única forma de acesso à internet para a população. Segundo a Pasta, o Brasil deve passar de 350 mil para 750 mil estações. Com a medida, há um incentivo de expansão de estações Vsat, que devem dobrar nos próximos anos, o que é bem visto pelo secretário executivo do Ministério das Comunicações, Vitor Menezes.
TEC./SONORA: Vitor Menezes, secretário executivo do Ministério das Comunicações
“Muitas cidades ainda não têm acesso à fibra óptica. Muitas vezes, até existe o acesso, mas ele fica restrito ao distrito sede do município, na área urbana, sendo que em localidades mais distantes, como aldeias indígenas ou vilas, por exemplo, não têm acesso. Nesse caso, o satélite cai muito bem, porque ele não depende da estrutura de fibra óptica, esse tipo de tecnologia pode ser usada para conectar essas unidades mais distantes dos centros urbanos.”
LOC.: Até então, no Brasil, a política de cobrança desse tipo de serviço não atendia às expectativas do mercado, o que dificultava a contratação do serviço e a expansão do acesso à internet. Um dos motivos para isso eram as taxas do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).
Reportagem, Marquezan Araújo