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LOC.: De janeiro a março de 2026, os municípios brasileiros receberam mais de QUARENTA E UM BILHÕES DE REAIS do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor representa um aumento de cerca de CINCO POR CENTO em comparação com o mesmo período de 2025.
Apesar do crescimento no acumulado do ano, os dois últimos repasses do fundo registraram valores menores do que os do mesmo período do ano passado. Para o especialista em orçamento público Cesar Lima, a queda pode estar relacionada à nova faixa de isenção do Imposto de Renda.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Isso impacta, claro, diretamente os municípios. O que o governo espera é que, com a criação da alíquota de 10% para quem ganha mais de 50 mil reais por mês, esses valores possam ser compensados. Contudo, temos observado que, nos últimos decêndios do FPM, houve queda — inclusive no mais recente, com redução de cerca de 11% em relação ao ano passado.”
LOC.: Segundo o governo federal, para compensar a perda de arrecadação, voltou a ser cobrado imposto de DEZ POR CENTO sobre lucros e dividendos acima de CINQUENTA MIL REAIS por mês. Mesmo assim, o especialista alerta que ainda não há garantia de que a medida será suficiente para equilibrar os repasses aos municípios.
Um estudo da Confederação Nacional de Municípios estima que, se as medidas compensatórias não funcionarem, as prefeituras podem perder até NOVE BILHÕES E MEIO DE REAIS por ano, sendo mais de QUATRO BILHÕES E MEIO referentes ao FPM.
A nova faixa de isenção do Imposto de Renda entrou em vigor em janeiro e beneficia contribuintes que recebem até CINCO MIL REAIS por mês, com redução gradual do imposto para quem ganha até SETE MIL TREZENTOS E CINQUENTA reais.
Reportagem, Marquezan Araújo