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LOC.: O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 13,8 bilhões para reforço das atividades do SUS durante a pandemia do coronavírus. A quantia, segundo o governo federal, é a maior já liberada em uma única fase. Desde o início da crise sanitária, já foram destinados R$ 25 bilhões para uso exclusivo no enfrentamento à covid-19.
Os números oficiais apontam que mais de 90% dos municípios brasileiros já registraram casos confirmados de coronavírus. Na avaliação do supervisor do Núcleo Social da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Denílson Magalhães, os recursos federais chegam no momento em que as gestões locais precisam intensificar as ações de combate à doença.
TEC./SONORA: Denílson Magalhães, supervisor da CNM.
“Nós precisamos frear essa transmissão. Esse recurso se destina exatamente para as ações de enfrentamento do coronavírus na atenção básica e na média e alta complexidade. A gente espera que agora os municípios consigam dar uma resposta melhor para a quebra da transmissão e consiga entrar em curva de declínio no número de casos.”
LOC.: Para definição do valor a ser destinado a cada município, o governo federal levou em consideração o tamanho da população e a média dos repasses para atenção médica e hospitalar feitos em 2019.
Em relação aos estados, além do quantitativo populacional, foi considerado também o número de leitos de UTI registrado nos planos de contingência para enfrentamento à pandemia do coronavírus e a taxa de incidência da Covid-19 por 100 mil habitantes. Para Denílson Magalhães, os critérios adotados para esse repasse de cerca de 13 bilhões de reais condizem melhor com a realidade.
TEC./SONORA: Denílson Magalhães, supervisor da CNM.
“Acredito que encontraram um critério mais justo para distribuição dos recursos. A divisão como vinha sendo feita, apenas pelo critério populacional, acaba concentrando os recursos nas maiores cidades. Colocaram agora três critérios para distribuição, acredito que seja mais justo.”
LOC.: Do repasse total autorizado, pouco mais de 11 bilhões de reais são para municípios e dois bilhões e meio para os estados. Na divisão regional, o Sudeste receberá a maior quantia, seguido por Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste.