Saúde - undefined·15 de janeiro de 2020

SERGIPE: Estado registrou 6,4 mil casos prováveis de dengue em 2019

Por Agência do Rádio
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De janeiro a dezembro de 2019, Sergipe registrou 6,4 mil casos prováveis de dengue, 298 de chikungunya e 64 de zika. Os dados são do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.  

Apesar dos registros, a Secretaria Estadual de Saúde conseguiu diminuir, no decorrer do ano, a incidência do Aedes aegypti. Há, no entanto, três municípios em alto risco, 40 em médio e 28 em baixo. Os dados foram apresentados em novembro do ano passado.

Com febre e muitas dores no corpo, a professora aposentada Maria de Lourdes Lima, de 67 anos, foi até uma unidade de saúde, onde foi diagnosticada erroneamente com dengue em agosto de 2019. Na verdade, ela tinha chikungunya. Só começou a receber os remédios corretos com 7 dias de avanços dos sintomas.

“E eu venho sofrendo até agora. É muita dor nas articulações todas. Os pés incham todos os dias. É pé inchado, doendo. Eu estou com uma mão que é dormência direto. Os meus dedos, eu não posso nem tocar. Essa semana eu já tive febre de novo. Acordei na madrugada sentido dores no corpo todo e febre”.

É onde entra a grande diferença da chikungunya para as outras doenças do mosquito. Além da incapacitação de mobilidade, ela deixa sequelas que acompanham o paciente depois da alta. Como o médico sanitarista da Fiocruz Claudio Maierovitch detalha.

“Embora, em geral, os sintomas de mal-estar não sejam tão intensos quanto da dengue e a febre pode não ser tão alta, há uma particularidade da doença causada pelo vírus chikungunya, que são essas dores e essa inflamação nas articulações que podem durar um bom tempo. Podem durar várias semanas, e em alguns casos, que não são tão frequentes, podem até durar vários anos e serem incapacitantes”.

Maierovitch lembra dos cuidados para diminuir a incidência do Aedes aegypti. Como a reprodução ocorre por meio de água parada, todo objeto que permita acúmulo do líquido deve ser verificado. É importante que todo mundo faça a sua parte, porque o mosquito afeta para além dos limites das casas e pode transmitir para vizinhos e pessoas que estão apenas passando nas proximidades.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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