Economia - Economia·08 de dezembro de 2022

Santa Catarina: tempo médio para abertura de empresas cai 54 horas, em relação ao segundo quadrimestre de 2021

No segundo quadrimestre do ano passado, esse prazo era de três dias e 18 horas. O tempo de espera é de dia e 12 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022, ou seja, o período de maio a agosto

Por Katrine Tokarski Boaventura
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O tempo médio para a abertura de uma empresa em Santa Catarina caiu para um dia e 12 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022, ou seja, o período de maio a agosto. No mesmo período do ano passado, esse prazo estava em três dias e 18 horas, o que correspondeu a uma redução de 54 horas. Já em relação ao primeiro quadrimestre deste ano, a queda foi de nove horas.

O empresário Edilson Paiva é fundador de uma startup em Santa Catarina, para investidores. Para ele, essa diminuição do tempo para abertura de uma empresa representa um avanço e incentiva a abertura de novos negócios.

“É um incentivo muito grande a todo o cenário econômico do país. Aqui em Santa Catarina, principalmente, tem uma cultura empreendedora muito forte. E a redução do tempo para abrir um CNPJ facilita ainda mais e estimula essa cultura que já é forte no estado. Eu acho que é uma medida altamente benéfica para a economia como um todo”, destaca. 

No Brasil, o tempo médio foi reduzido para 23 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022. Trata-se do menor prazo médio já registrado. O atual patamar corresponde a uma redução de 17 horas em relação ao final do primeiro quadrimestre deste ano. 

A redução no tempo médio necessário para se abrir uma empresa no Brasil é ainda maior quando notada a evolução da série histórica. Quando a comparação é feita com o início de 2019, a diminuição foi de quatro dias e 10 horas. 

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O especialista em contabilidade Neomar Camelo destaca que a redução do prazo para se abrir uma empresa é essencial para a movimentação econômica. Para ele, é um sinal de que o país está avançando. 

“O que tem feito acelerar o tempo de abertura de uma empresa são novas tecnologias, com utilização de ferramentas e softwares mais avançados. Isso acelera a operacionalização da atividade do empresário. Quanto mais rápido estiver tudo registrado, o empresário terá a oportunidade de girar o seu negócio e, consequentemente, a economia do país”, pontua. 

O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) entende que a redução também é uma boa oportunidade para a criação de novos empregos, além de aumentar a arrecadação por parte do estado.  

“A redução de burocracias torna o processo de empreender, ou seja, de criar riqueza, mais ágil e eficiente. Isso não beneficia somente os empresários, pois, quanto mais rápido uma empresa é criada, mais rápido ela gera emprego, cria opções e soluções para os consumidores e também gera receita para o estado”, considera. 

Os dados constam no Painel Mapa de Empresas, divulgado pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia.

Empresas abertas no Brasil

O Brasil registrou mais de 1,3 milhão de empresas abertas no segundo quadrimestre de 2022, o que corresponde a uma elevação de 2% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano.  

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SOBRE

Katrine Tokarski Boaventura

Formada pela Universidade de Brasília (2000-2004), passou por redações de TV, nas emissoras TV Globo, Rede TV!, TV Brasília, SBT, Rede 21. e rádio (EBC e Agência do Rádio Brasileiro - ARB), além de trabalhos como freelancer em diferentes áreas. Doutora em Comunicação pela Universidade Brasília (2010-2014), dedicou-se a pesquisas em Comunicação e Interdisciplinaridade. No mestrado, pela mesma instituição (2007-2009), discutiu os Estudos Culturais Latino-americanos e sua influência nas pesquisas de recepção midiática. Professora de cursos de pós-graduação e graduação há mais de 12 anos, ministrou cursos de televisão e rádio para estudantes de Jornalismo e Publicidade, além de Teorias da Comunicação

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