Economia - undefined·29 de maio de 2020

PR: Indústrias têxteis confeccionam cinco milhões de máscaras para profissionais de saúde que atendem em presídios

Encomenda feita pelo Departamento Penitenciário Nacional manteve emprego de mais de 10 mil trabalhadores do estado e deu sobrevida a empresas do setor

Por Daniel Marques
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A região de Apucarana, um dos mais importantes polos têxteis do país, tem passado por uma situação diferente durante a pandemia. Nos últimos meses, indústrias locais têm ajustado as linhas de produção e confeccionado máscaras de proteção, em vez de peças de vestuários e bonés. Em maio, o segmento trabalha para fabricar cinco milhões de máscaras que serão usadas por profissionais de saúde que atendem detentos em todo o país – a encomenda foi feita pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Para que isso fosse possível, as empresas, em parceria com a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), se adaptaram para suprir a demanda por máscaras e outros equipamentos de proteção e, ao mesmo tempo, salvar empregos.

“Mais de 150 indústrias transformaram a sua produção fazendo esse novo produto, que é utilizado na linha de frente do combate ao covid-19. O resultado foi a saúde financeira da indústria. Sem isso, mais de 10 mil pessoas trabalhando em muitas dessas empresas estariam hoje desempregadas”, revela o gerente de Assuntos Estratégicos da FIEP, João Arthur Mohr.

Além de evitar demissões e suprir a demanda por insumos de saúde, a iniciativa foi um alívio para os empresários de Apucarana e região. Isso porque as vendas deram um novo fôlego a muitos negócios que estavam sem receita e de portas fechadas.

“Nós estamos produzindo um material de proteção que estava em falta no mercado. O setor de confecção de Apucarana está vendendo máscara para prefeituras, hospitais, farmácias, para o Depen e várias outras entidades”, elenca a presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (SIVALE), Elizabete Ardigo.

Como adequar a linha de produção não é uma tarefa fácil, a FIEP presta assistência e orienta as empresas sobre normas de fabricação exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Em outro esforço para reduzir os impactos da covid-19 no estado, a entidade que representa o setor industrial comprou todo o material necessário para a produção das máscaras, o que inclui 24 toneladas de tecido. Com essa quantidade, as indústrias paranaenses de confecção poderão entregar oito milhões de unidades. Por conta da crise financeira, a FIEP negocia o melhor preço com os fornecedores e, posteriormente, é paga pelos empresários.


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SOBRE

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.

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