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LOC.: Por meio de uma carta entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores, a Amig, solicitou que o governo deixe de contingenciar o orçamento da Agência Nacional de Mineração, a ANM.
O documento, que conta com VINTE E DUAS PÁGINAS, foi apresentado durante a visita do chefe do Executivo nacional ao município de Itabira, em Minas Gerais, na quarta-feira, dia 11 de dezembro. A carta é assinada pelo prefeito da cidade, Marco Antônio Lage, que também é presidente da associação.
Atualmente, a legislação determina que SETE POR CENTO da arrecadação dos royalties da mineração sejam destinados às operações da ANM. Nos últimos meses, porém, o governo federal tem utilizado parte desses recursos para cumprir a meta fiscal.
Segundo a Amig, a forma como a mineração vem sendo conduzida no país ABRE ASPAS: “Configura uma clássica externalização de custos à sociedade brasileira”. FECHA ASPAS.
No documento, a entidade também defende que a ANM tenha acesso às notas fiscais de vendas das mineradoras, o que, segundo a Amig, facilitaria a fiscalização dos pagamentos de royalties.
Além disso, a Amig propõe a criação de uma alíquota adicional de UM E MEIO POR CENTO nos royalties pagos pelas mineradoras de ferro, cobre, bauxita, ouro, manganês, níquel, nióbio e lítio, entre outros produtos. Atualmente, as alíquotas desses minerais variam de UM A TRÊS POR CENTO do faturamento bruto.
Em 2022, a ANM fiscalizou apenas DEZESSETE empresas de mineração, embora houvesse mais de TRINTA E NOVE MIL processos ativos na fase de lavra naquele ano.
Para a Amig, o atual sistema de fiscalização da ANM não permite acompanhar a real produção mineral registrada fiscalmente, o que impede a estimativa precisa do montante deixado de arrecadar e do valor sujeito à decadência tributária.
Reportagem, Marquezan Araújo