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A Agência Nacional de Mineração antecipou a distribuição de quarenta e cinco milhões de reais para municípios impactados pela atividade minerária. Esse dinheiro faz parte da arrecadação de outubro da CFEM, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral, e é destinado a cidades que não produzem minério, mas sofrem os efeitos da mineração.
A maior parte do repasse vai para municípios cortados por ferrovias: são cerca de trinta e nove milhões de reais, o equivalente a oitenta e sete por cento do total.
Cidades com portos recebem aproximadamente cinco milhões e oitocentos mil reais.
E os municípios onde passam dutovias ficam com pouco mais de cento e oitenta mil reais.
O pagamento só foi liberado depois da publicação da lista final do ciclo dois mil e vinte e cinco, dois mil e vinte e seis, e da aprovação pela Diretoria Colegiada da ANM.
Entre os municípios que mais recebem, São Luís, no Maranhão, lidera com dois milhões e setecentos e trinta mil reais. Açailândia, também no Maranhão, aparece em seguida com dois milhões e quatrocentos mil. E Marabá, no Pará, recebe pouco mais de dois milhões e oitenta mil reais.
O minério de ferro é responsável por quase toda essa distribuição: são cerca de oitenta e oito por cento do total movimentado.
A ANM ainda vai calcular os valores destinados aos produtores que também podem ser considerados afetados, além de refazer os índices de distribuição previstos em norma e, por fim, repassar o montante destinado aos municípios que fazem divisa com áreas produtoras.
A lista completa com os valores por município está disponível no site da Agência Nacional de Mineração.
Reportagem, Amanda Canellas