O programa habitacional do Governo Federal, o Casa Verde e Amarela, foi tema de debate com os principais representantes do setor imobiliário do País. Em evento realizado em São Paulo nesta quinta-feira, 5 de agosto, o Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, discutiu assuntos relativos a moradias de interesse social, além de oportunidades de novos negócios e investimentos na área habitacional.
Alfredo dos Santos, secretário nacional de Habitação do MDR, explicou aos presentes o aumento de modalidades do Casa Verde e Amarela. Além da produção habitacional, o programa federal passou a incluir regularização fundiária, melhoria habitacional e aluguel social.
“Essa gestão entende que existem várias necessidades habitacionais a serem atendidas. O programa se propôs justamente a isso. Melhorar a questão da produção habitacional, mas também olharmos para as famílias que, de alguma forma, já têm sua moradia, mas não tem a segurança da titularidade, e para isso temos o programa de regularização fundiária e melhoria habitacional, e também olhar para aquele que é o maior componente do déficit habitacional, que é o ônus excessivo com o aluguel”
Além de oferecer financiamento com a menor taxa de juros da história do FGTS, o Casa Verde e Amarela apresenta mudanças na remuneração do agente financeiro, o que facilita a contratação de novos empreendimentos.
Presente ao evento, Mariliza Fontes Pereira, CEO da construtora Viotto, deixou a reunião otimista.
“O Casa Verde e Amarela melhorou muito em termos de qualidade para o nosso setor em comparação ao antigo. Ele trouxe uma realidade, dentro de pesquisas que foram feitas, levantamentos, como o secretário falou, não é só construção. Por mais que eu seja do setor da construção, a gente sabe o déficit habitacional não é só construção, só produção de moradia.”
O evento foi promovido pela GRI Club, organização internacional que auxilia empresas e outros agentes a entenderem os impactos sofridos em seus setores.