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LOC.: O mais recente Boletim InfoGripe divulgado nesta sexta-feira, 21, pela Fundação Oswaldo Cruz aponta um aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, SRAG, entre crianças e adolescentes de até 14 anos. Impulsionadas principalmente pelo rinovírus, as notificações atingiram níveis de alerta, risco ou alto risco em cinco estados — Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima — até a Semana Epidemiológica 46.
Outros oito estados também registraram níveis de alerta para SRAG na última semana, mas sem tendência de crescimento no longo prazo. São eles: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Santa Catarina e Sergipe.
Já no cenário nacional, há uma tendência de queda dos casos de SRAG na tendência de longo prazo e de estabilidade na tendência de curto prazo. Entre as capitais, apenas Boa Vista, em Roraima, apresenta nível de atividade considerado de risco para SRAG nas últimas duas semanas epidemiológicas.
Nas últimas quatro semanas mais recentes, entre os casos positivos de SRAG, 37,8% foram causados por rinovírus; 25,3% por influenza A; 14,7% por Covid-19; 5,8% por vírus sincicial respiratório; e 1,9% por influenza B.
Diante desse cenário, a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella recomendou, em nota, o uso de máscaras de boa qualidade — como PFF2 ou N95 — em unidades de saúde e para quem estiver com sintomas gripais. Ela reforça ainda que crianças com sintomas não devem ser enviadas à escola ou à creche, e destaca a importância de manter a vacinação contra Influenza e Covid-19 em dia para os grupos prioritários.
Reportagem, Paloma Custódio