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LOC.: Os indicadores de desempenho da indústria da Construção apresentaram melhora moderada entre janeiro e fevereiro de 2026. O levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mostra que o índice de nível de atividade avançou 2,6 pontos e atingiu 45,7 pontos; enquanto o índice de nível de emprego registrou alta de 1,7 ponto e alcançou 47 pontos.
Apesar da melhora, ambos permanecem abaixo dos níveis observados no mesmo período de 2025.
O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que o desempenho moderado da indústria da Construção, em comparação com anos anteriores, se deve às incertezas do cenário econômico.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI
“Há a questão das taxas de juros, que afetam bastante o setor, seja no próprio processo produtivo, como também na demanda. Muitas vezes as pessoas recorrem ao crédito para fazer a aquisição de produtos para a construção, e isso acaba reduzindo a demanda. Ao longo do ano passado também houve uma elevação de custos importantes, sobretudo com relação à mão de obra.”
LOC.: O Índice de Confiança do Empresário Industrial da Construção recuou 2,1 pontos em março de 2026, alcançando 46,5 pontos e permanecendo abaixo da linha de 50 pontos — o que indica falta de confiança no setor. Com isso, a percepção negativa dos empresários já se estende por 15 meses consecutivos.
Além disso, todos os indicadores de expectativas da indústria da Construção registraram queda em março.
Azevedo ressalta que a recente redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros anunciada pelo Banco Central é considerada insuficiente para alterar o cenário atual.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI
“A taxa de juros ainda é elevadíssima, muito acima do necessário e do que é considerada uma taxa neutra. Ela ainda penaliza demais a atividade, e o setor da construção responde a isso.”
LOC.: A Utilização da Capacidade Operacional da indústria da Construção aumentou e atingiu 65% em fevereiro. Ainda assim, o resultado ficou abaixo do registrado no mesmo mês dos dois anos anteriores.
Já o indicador de intenção de investimentos apresentou a segunda queda consecutiva em março e alcançou 42,1 pontos.
Reportagem, Paloma Custódio