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LOC.: A indústria da construção registrou o pior janeiro em 9 anos no índice que mede o nível de atividade do setor. A baixa na indústria é pressionada pelos juros altos. O cenário é revelado pela Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Os dados mostram outros indicadores que evidenciam a perda de ritmo da indústria da construção, como o índice de evolução do número de empregados, que recuou de 45,7 pontos em dezembro de 2025 para 45,3 pontos em janeiro de 2026. Essa foi a terceira queda consecutiva.
A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) também caiu de 67% para 64%, sendo o menor patamar para o período em cinco anos.
Outro fator que segue abalado é o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção. Os empresários seguem pessimistas por 14 meses.
Na avaliação da CNI, o patamar negativo está relacionado, em grande medida, à avaliação negativa dos industriais quanto às condições atuais das empresas e da economia brasileira.
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica os impactos do pessimismo dos empresários, tanto no investimento quanto na produção.
TEC./SONORA: gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo
"Refletindo também esse quadro de dificuldades da indústria da construção, a confiança medida pelo índice de confiança da empresária industrial para os empresários da indústria da construção está abaixo da linha divisória de 50 pontos, mostrando falta de confiança do empresário. É um período longo de falta de confiança que vai consolidando essa percepção, essa falta de confiança nas decisões do empresário, reduzindo a sua produção, o seu nível de atividade, a própria capacidade operacional e o número de pregados, como vimos agora no resultado de janeiro."
LOC.: Apesar de subirem nos últimos dois meses, todos os índices relacionados às expectativas dos empresários da construção para os próximos seis meses recuaram em fevereiro, sendo compra de insumos e matérias primas, novos empreendimentos e serviços, número de empregados e nível de atividade.
A intenção de investimentos da indústria da construção também caiu 1,7 ponto.
A edição de janeiro do Sondagem Indústria da Construção ouviu TTREZENTAS E DOZE empresas, divididas entre CENTO E VINTE E DUAS pequenas, CENTO E VINTE E CINCO médias e 65 grandes, no período de 2 a 12 de fevereiro de 2026.
Com informações da Confederação Nacional da Indústria, Bianca Mingote