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LOC: Mais de MIL E DUZENTAS lideranças de federações e associações comerciais e empresariais ligadas à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, assinaram um manifesto em defesa das micro e pequenas empresas. O documento foi entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pede o adiamento das discussões sobre o fim da escala 6x1 para 2027, após o período eleitoral.
Para o presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, adiar a tramitação da mudança da jornada de trabalho permite a ampliação dos estudos e análise sobre os impactos da medida para o país.
O manifesto defende mais tempo para avaliar os impactos da proposta ao empresariado. As entidades defendem que a discussão deve ocorrer seguindo pilares como a transição gradual, compensações fiscais e fortalecimento das negociações coletivas.
Na última quarta-feira (27), a Câmara aprovou a proposta que prevê a redução da jornada semanal de quarenta e quatro para quarenta horas, sem redução salarial. Agora, a proposta segue para análise do Senado Federal.
O deputado federal Luiz Gastão afirma que a proposta traz benefícios para os trabalhadores, mas destacou a necessidade de compensações para as empresas.
TEC/SONORA: Deputado Federal Luiz Gastão
“Nós não podemos deixar de dizer que a classe trabalhadora e o Brasil ganham, porque nós vamos ter mais tempo livre e condição, mas nós precisamos que as empresas também tenham suas compensações e tenham seus ambientes de negócios preservados.”
LOC: A presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Vera Antunes, também defende mais tempo para discussão e adaptação das empresas à redução da jornada de trabalho.
TEC/SONORA: Vera Antunes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina
“A nossa carga trabalhista e os impostos já são altos, então sempre recai sobre o empresariado. Que nós tenhamos uma reversão ou, pelo menos, uma discussão maior, com mais tempo para discutir melhor a proposta, de forma gradativa, até que as empresas realmente se adaptem e que não haja nenhum prejuízo ao empresariado.”
LOC: Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, Célio Antônio Bernardi Júnior, demonstra preocupação com os impactos econômicos da medida e salienta o papel do engajamento do setor produtivo no debate.
TEC/SONORA: Célio Antônio Bernardi Júnior, presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis
“Por isso, é importante a nossa atuação, sensibilização da nossa base, porque certamente isso vai aumentar o custo, reduzir a margem de lucro. E com certeza vai ter que ser repassado ao consumidor no final ou o empresário vai ter que absorver, o que pode fechar muitos negócios. É um tema que merece ser melhor aprofundado e que a gente enquanto Acif está junto com a CACB e com todos os empresários do Brasil para que esse tema não seja realmente aprovado ou votado este ano.”
LOC: Conforme o setor produtivo, mudanças rápidas na jornada de trabalho podem aumentar custos operacionais, elevar preços ao consumidor e reduzir postos formais de trabalho, especialmente em segmentos com maior uso de mão de obra.
O texto aprovado na Câmara prevê período de transição de quatorze meses para implementação das novas regras. Além disso, pela redação atual, após dois meses da publicação da futura emenda constitucional, os dois dias de descanso remunerado por semana já deverão valer.
Reportagem, Bianca Mingote