Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Versão em áudio
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Pix Pensão: Senado aprova pagamento automático de pensão alimentícia

O PL 4.978/2023 estabelece a automatização do pagamento mensal da pensão para a conta do beneficiário e prevê bloqueio de ativos em caso de falta de saldo suficiente na conta; texto segue para sanção presidencial.

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O Plenário do Senado aprovou o projeto de lei (PL 4.978/2023) que cria um mecanismo que permite o pagamento automático da pensão alimentícia por meio do sistema de transferências instantâneas – chamado de Pix Pensão. Pelo texto, o pagamento para a conta do beneficiário poderá ser solicitado em qualquer fase do cumprimento da sentença. 

A proposta foi uma iniciativa da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e relatada no Senado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). Agora, o projeto segue para sanção presidencial.

O texto prevê que a transferência mensal será realizada automaticamente para a conta do beneficiário, conforme determinação da Justiça. Na decisão judicial, deverão constar informações como o valor da pensão, a duração da obrigação, as contas de débito e crédito, além dos critérios para atualização dos valores.

No parecer, a relatora, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), afirmou que a medida oferece uma solução "simples, objetiva e compatível com a natureza urgente da obrigação alimentar" que visa combater o atraso nesse tipo de obrigação legal.

Hoje, a pensão alimentícia pode ser debitada de forma automática do salário do devedor. No entanto, caso ele não tenha vínculo formal, a beneficiária precisa acionar a Justiça a cada atraso. Na avaliação da senadora Ana Paula Lobato, o problema é recorrente. Para a relatora, a dinâmica pode sobrecarregar o Judiciário e atrasar o recebimento de valores essenciais, especialmente para a alimentação de crianças menores. 

Consequências da falta de pagamento

Pela proposta, as instituições financeiras deverão efetuar as transferências nas datas definidas pela Justiça. Caso não haja saldo suficiente na conta de quem deve pagar a pensão, há previsão de indisponibilização automática de ativos financeiros até o limite do valor atualizado da prestação em atraso. Se a inadimplência persistir, os valores bloqueados poderão ser convertidos em penhora.

O projeto também determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passe a coletar e divulgar estatísticas sobre ações de pensão alimentícia, preservando o anonimato das partes envolvidas, para subsidiar políticas públicas e aprimorar a atuação do Judiciário.

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LOC.: O Senado Federal aprovou o projeto de lei n° 4.978 de 2023, que cria o chamado Pix Pensão. A proposta permite que o pagamento da pensão alimentícia seja feito automaticamente por meio do Pix, conforme decisão da Justiça.

Pelo texto, o juiz deverá informar na sentença o valor da pensão, o prazo da obrigação e as contas de débito e crédito. A transferência será realizada pelas instituições financeiras nas datas definidas pela Justiça.

Se não houver saldo suficiente na conta de quem paga a pensão, poderá haver bloqueio automático de ativos financeiros até o valor da dívida. Caso o atraso persista, os valores bloqueados poderão ser convertidos em penhora.

Hoje, o desconto automático da pensão só ocorre quando o devedor tem vínculo empregatício formal. Nos demais casos, o beneficiário precisa recorrer à Justiça sempre que houver atraso no pagamento. Na avaliação da relatora, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o problema é recorrente. No relatório, a senadora afirma que a medida oferece uma solução - ABRE ASPAS - "simples, objetiva e compatível com a natureza urgente da obrigação alimentar" - FECHA ASPAS.

O projeto também determina que o Conselho Nacional de Justiça passe a reunir e divulgar estatísticas sobre ações de pensão alimentícia, com os dados que preservem o anonimato das pessoas envolvidas, para apoiar a elaboração de políticas públicas.

O texto segue agora para sanção presidencial.

Com informações da Agência Senado, Bianca Mingote