Saúde - Distrito Federal·30 de novembro de 2023

HIV e Aids no DF tiveram queda de 2,5 casos por 100 mil habitantes nos últimos cinco anos

Índice de mortalidade por Aids diminuiu em 21,6% durante o mesmo período

Por Sophia Stein
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De 2018 a 2022, no Distrito Federal, foram registrados 3.684 casos de infecção pelo HIV e 1.333 casos de Aids. Neste período, houve uma redução nos casos de HIV e Aids de 9,8 para 7,3  por 100 mil habitantes. Além disso, o índice de mortalidade por Aids caiu 21,6%, ao passar de 3,3 para 2,7 mortes por 100 mil habitantes. Os dados constam no Informativo de Situação Epidemiológica do HIV e da Aids no DF.

Beatriz Maciel Luz, gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde do DF, atribui a melhora no cenário aos esforços do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela enfatiza a relevância da testagem e do tratamento imediato após diagnósticos positivos. 

“O diagnóstico precoce é muito importante porque a pessoa tem a chance de logo iniciar o seu tratamento, e não avançar para a fase da doença, que seria a Aids, e manter a sua qualidade de vida”, considera.

O boletim destaca que a maior incidência de HIV e Aids é observada entre os jovens, sendo que a faixa etária de 20 a 29 anos representa, em média, 32,9% dos casos, seguida pelos grupos de idade de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos, com médias de 28,9% e 21,7% dos casos, respectivamente.

Sintomas

A especialista ressalta que a infecção pelo HIV, geralmente, não manifesta sintomas inicialmente e esclarece que, entre três a seis semanas após a infecção, ocorre a fase aguda. Durante esta fase, o organismo inicia a produção de anticorpos para combater o vírus.

“Nessa fase pode aparecer febre, mal estar, inchaço nos gânglios. Esses sintomas podem parecer de outras doenças e podem, inclusive, passar despercebidom. Após essa fase, vai iniciar o período marcado pela interação do vírus com as células de defesa, aí o HIV se instala nelas, se multiplica e vai destruindo estas células de defesa”, alerta.

Beatriz Maciel esclarece que o HIV pode se multiplicar no corpo por anos, enfraquecendo gradualmente o sistema imunológico. Isso torna o organismo vulnerável a infecções que seriam normalmente inofensivas para pessoas sem o vírus.

Tratamento

A médica destaca que, embora ainda não exista cura para o HIV, os avanços científicos permitem que pessoas com o vírus mantenham uma boa qualidade de vida. O tratamento envolve acompanhamento regular com profissionais de saúde, realização de exames de carga viral e CD4, além do uso contínuo de medicamentos antirretrovirais.

“O uso desse medicamento, realizado de forma constante, adequada e sem abandono é capaz de fazer com que a pessoa vivendo com o HIV alcance a chamada carga viral indetectável, ou seja, ela tem uma quantidade no organismo tão baixa que nem os exames são capazes de detectar”, explica.

Segundo a especialista, as evidências científicas mostram que pessoas com HIV e com carga viral indetectável não transmitem o vírus e conseguem levar uma vida normal.

Prevenção

Vale destacar que a melhor estratégia para prevenir o HIV e a Aids é a prevenção combinada. Esta abordagem integra estratégias biomédicas, comportamentais e estruturais, baseando-se em direitos humanos e evidências científicas. Além disso, leva em conta o contexto social das pessoas mais vulneráveis, visando maximizar o impacto na redução de novas infecções pelo HIV.

Beatriz reforça que a prevenção oferece opções individuais, eficazes para a proteção contra o HIV. “Então, a prevenção combinada consiste em testar regularmente para HIV todas as outras pessoas com outras ISTs, como sífilis e hepatites virais. Outra estratégia é a profilaxia pós-exposição ao HIV. Aquelas pessoas que, por ventura, se expuseram, seja porque tiverem uma relação sexual, consentida, desprotegida ou foi exposto a uma violência sexual, tem acesso a profilaxia pós exposição”, ressalta.

Outras estratégias de prevenção:

  • Profilaxia Pré-Exposição (PrEP): Voltada para grupos específicos.
  • Prevenção da Transmissão Vertical: Evita a transmissão de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação. Inclui tratamento adequado para mulheres com HIV e oferta de fórmula infantil, pois essas mães não devem amamentar.
  • Imunização: Vacinação contra hepatite B e HPV.
  • Redução de Danos: Diagnóstico e tratamento imediato de pessoas com ISTs e HIV.

Onde buscar tratamento

  • Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin – antigo Hospital Dia da Asa Sul)
  • Policlínicas de Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Gama e Lago Sul
  • Ambulatórios de infectologia dos hospitais de Base, Regional de Santa Maria (HRSM), Regional de Sobradinho (HRS) e Universitário de Brasília (HUB).

Além desses locais, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) fazem testes rápidos e oferecem preservativos e gel lubrificante durante todo o ano.

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SOBRE

Sophia Stein

Formada em Jornalismo pela Universidade Paulista (Unip) desde 2022. Atuou como editora na Rede Vitoriosa de Comunicações (afiliada do SBT em Uberlândia) e foi repórter no Brasil 61. Atualmente, além de escrever, é responsável pela programação e distribuição das publicações no sistema do portal Brasil 61.

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