Educação - undefined·28 de fevereiro de 2019

Estudantes de Natal (RN) desenvolvem projeto para motivar astronautas na prática de exercícios físicos

Projeto será apresentado no torneio nacional de Robótica, que ocorrerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro (RJ)

Por Tainá Ferreira
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Por Tainá Ferreira

Um kit para estimular astronautas a praticar exercícios físicos durante missões espaciais. Esse é o projeto que a equipe Galactus, do Serviço Social da Indústria (SESI) de Natal (RN) está preparando para apresentar no Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, que acontecerá entre 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro (RJ). Neste ano, a temática da competição é “Into Orbit” (Em órbita, tradução livre em inglês). Dessa forma, equipes de todo Brasil terão como objetivo desenvolver projetos que facilitem a vida no espaço.

Foi com essa meta, que os integrantes da Galactus mergulharam em pesquisas e descobriram que os astronautas ficavam desmotivados, principalmente, nas primeiras semanas que chegavam no espaço, a praticar atividades físicas. Como a microgravidade faz com que os indivíduos percam massa óssea e muscular, o grupo chegou à conclusão da importância dos exercícios. 

A partir dessa descoberta, a equipe Galactus desenvolveu o projeto, que junta bicicleta ergométrica e realidade virtual. O técnico da equipe, Josinaldo Pereira, explica mais. “O astronauta pode acoplar o dínamo na bicicleta ergométrica da estação espacial, colocar os óculos de realidade virtual. Ele terá uma missão, uma meta, e recompensas. Por exemplo: ele está pedalando conhecendo a muralha da China, aí ele tem que completar uma certa distância. Quando o astronauta bater a meta, ganha uma recompensa, que é o desbloqueio para conhecer outro país”, completa.

Além de tornar os exercícios físicos mais divertidos, a equipe descobriu que, na estação espacial, há uma dificuldade de encontrar eletricidade, então propuseram a utilização do dínamo, que fará com utilizem menos energia elétrica da estação.

Foto: Arquivo pessoal

A equipe Galactus é composta por cinco alunos no 2º ano do ensino médio e dois técnicos. Rick Job, de 15 anos, um dos integrantes, conta que o trabalho em equipe foi fundamental para desenvolver o projeto. Segundo ele, a expectativa para o torneio é “a melhor possível”. “São grandes equipes que competem há anos e vão competir novamente. Já têm muita experiência, foram para o internacional... E vamos competir junto com elas. Por isso, temos que dar o nosso melhor”, afirma o jovem.

Josinaldo Pereira conta que os jovens estão há quatro meses dedicados ao aprimoramento do projeto e avalia que o Torneio SESI de robótica é uma oportunidade engrandecedora. “Isso é uma oportunidade que esses jovens têm de se colocar no lugar de pesquisa, de pesquisador e engenheiro já que eles estão criando uma solução para resolver um problema de alguém, de um profissional, que no caso é o astronauta”, conclui.

O Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League é realizado no Brasil há mais de 10 anos e, a cada ano, tem um tema central. League é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida.
 
O torneio

A competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO®. A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Os jovens podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente serem parte de grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. O SESI é responsável pela operação oficial do torneio no país.
 
Quer saber mais sobre robótica?
Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/

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SOBRE

Tainá Ferreira

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), Tainá começou na Empresa Júnior Movimento e depois atuou na TV universitária UnBTV. Depois de um tempo entrou para a redação do jornal Correio Braziliense e, após a experiência, partiu para a assessoria de imprensa.

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