Saúde - undefined·15 de janeiro de 2020

ESPIGÃO D’OESTE (RO): Município apresenta situação de risco para surto das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Por Agência do Rádio
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O servidor público José Nilson e Melo, de 60 anos, travou uma batalha contra a malária em 2006. Ele sentiu no corpo febril as dores de ser picado pelo mosquito Anopheles. Curou-se, mas 9 anos depois, foi infectado pelo Aedes aegypti. Por sete dias, os sintomas da dengue foram tão intensos, que o funcionário da

Secretaria de Saúde de Espigão d’Oeste, município de Rondônia, pensou que não sobreviveria.

“A malária, para mim, foi fichinha. A dengue foi muito mais difícil. Eu achava que que iria morrer. Os 7 dias que eu fiquei hospitalizado foram difíceis. Eu comecei sentindo febre alta, muitas dores nas articulações, dores de cabeça e falta de apetite”.

O morador do bairro São José foi infectado, em 2015, pelo vírus da dengue, quando Espigão d’Oeste começou a apresentar risco de infestação do Aedes aegypti, transmissor dessa e de outras duas doenças que podem matar – a chikungunya e zika. O servidor público relata que o bairro onde mora apresenta altos índices de infestação do mosquito e muitos vizinhos esquecem de fazer a limpeza regular de possíveis criadouros. 

 “No geral, o povo é descuidado e se preocupa só na hora que adoece alguém da família. Na prevenção, deixa muito a desejar”. 

A situação do município e de outras regiões do leste rondoniense preocupa autoridades de saúde: o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa, mostra que, em novembro de 2019, o risco em Espigão d’Oeste era de 10,5% para infestação do mosquito. 

No ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde notificou 15 casos de dengue, um de chikungunya e um de zika. Não houve nenhuma morte constatada pelos três vírus. 

A introdução de um novo sorotipo do vírus da dengue – o sorotipo 2 – , e a grande quantidade de focos residenciais em bairros como o Caixa d'Água, Cidade Alta e São José são os principais fatores que levam o município a permanecer com risco de surto de dengue. A avaliação é da coordenadora epidemiológica Adriana do Vale. 

“O que se abrange é o caso do lixo doméstico e garrafas, pneus velhos e caixas d’água sem tampa. Você olha para o lado e o vizinho não cuida, mas o bichinho não fica só ali, na casa dele. Ele voa e acaba prejudicando as outras pessoas que cuidam e acabam pagando o preço. Recolha esses lixos. Uma vez por semana, dar uma olhada no quintal, ver se tem alguma coisinha acumulando água, porque agora a gente está no período chuvoso”. 

De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o número de casos suspeitos de dengue, em Rondônia, chegou a 810. Além disso, foram notificados 106 casos de Chikungunya e 59 de Zika.

Para que o índice de infestação volte a ser satisfatório e não haja aumento das notificações, a Secretaria Municipal de Saúde de de Espigão d’Oeste intensifica as ações educativas tanto nas escolas quanto nos bairros mais críticos. 

Caso você tenha alguma dúvida sobre as visitas de agentes de controle de endemias ou queira informar terrenos com possíveis focos do mosquito, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica do município pelo (69) 3912-8050. Repetindo: (69) 3912-8050.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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