Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Digitalização do setor energético pode gerar economia de recursos

Em entrevista ao portal Brasil61.com, o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Pires, afirma que Marco Legal do Setor Elétrico deverá acelerar a revolução energética no Brasil


Com o avanço da telecomunicação, praticamente todas as áreas do cotidiano foram impactadas pela era digital. Trabalho, lazer, transporte, compras e a própria comunicação contam hoje com dispositivos de inteligência artificial. 

Em entrevista ao Brasil61.com, o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Carlos Alexandre Pires, esclarece que, no setor energético, a digitalização pode gerar economia de recursos.

“Um cidadão que possui na sua residência alguns equipamentos ligados na internet, por exemplo, pode automatizar determinadas funções. Digamos que quando ele estiver se aproximando da residência, a própria automação faria com que o ar-condicionado ligasse para já ir refrescando um determinado cômodo e se desligasse automaticamente ao não ter ninguém mais no recinto”, explica.

Recentemente, o MME divulgou o estudo “Uso de Novas Tecnologias Digitais para Medição de Consumo de Energia e Níveis de Eficiência Energética no Brasil”. Segundo Carlos Alexandre, o objetivo do estudo “é fazer um imenso levantamento de tudo que existe em termos de tecnologia digital, que pode servir ao setor energético”.

Com base nesse levantamento, ele cita alguns exemplos de como a digitalização poderia contribuir para a eficiência do setor.

“Poderíamos elencar aqui possibilidades relacionadas à automação, à possibilidade de uma empresa de energia de fazer um desligamento e um religamento de forma remota, ou uma medição de forma remota, sem a necessidade da presença de um profissional para olhar o medidor de energia. E tudo relacionado à internet das coisas, à inteligência artificial, aplicado a todos os setores: residencial, comercial e industrial.”

Para muitos, isso pode parecer história de ficção científica, mas Carlos Alexandre Pires afirma que essa é a realidade de um futuro bem próximo, que tem como alicerce a já consolidada tecnologia das telecomunicações.

“O passo [da digitalização do setor energético] se dará muito mais acelerado, principalmente porque o alicerce de tudo está no setor das telecomunicações. Não se pode falar em internet das coisas sem falar de telecomunicações. Não se pode falar de sensoriamento remoto sem falar de telecomunicações.”

"Não se pode falar em internet das coisas e sensoriamento remoto sem falar de telecomunicações.”_Carlos Alexandre Pires, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia.

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Marco Legal do Setor Elétrico

Atualmente tramita no Congresso Nacional o projeto do Novo Marco Legal do Setor Elétrico (PL 414/2021), que poderá ser vantajoso para o bolso do consumidor e aumentar a competitividade do setor. Pela proposta, os consumidores de todos os níveis terão liberdade para escolher o próprio fornecedor de energia; o que só é permitido, atualmente, para grandes consumidores. 

Segundo Carlos Alexandre Pires, a velocidade da chegada da digitalização do setor elétrico será mais rápida na medida em que houver maior competitividade entre as empresas de energia.

“No mercado livre, onde o consumidor já tem a possibilidade de escolher o seu fornecedor de energia, isso certamente se dará de forma mais rápida. De qualquer forma, nós também faremos uso da digitalização para oferecer serviços, que hoje não são oferecidos, para dar possibilidade de que o mercado seja cada vez mais livre ou cada vez tenha mais liberdade de escolha para o consumidor”, afirma.

O projeto de lei já foi aprovado no Senado e aguarda despacho para ser analisado pela Câmara dos Deputados.

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LOC.: Com o avanço da telecomunicação, praticamente todas as áreas do cotidiano foram impactadas pela era digital. Trabalho, lazer, transporte, compras e a própria comunicação contam hoje com dispositivos de inteligência artificial. 

No setor energético, a digitalização pode gerar economia de recursos, como explica o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Carlos Alexandre Pires.

TEC./SONORA: Carlos Alexandre Pires, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do MME.

“Um cidadão que possui na sua residência alguns equipamentos ligados na internet, por exemplo, pode automatizar determinadas funções. Digamos que quando ele estiver se aproximando da residência, a própria automação faria com que o ar-condicionado ligasse para já ir refrescando um determinado cômodo e se desligasse automaticamente ao não ter ninguém mais no recinto.”

LOC.: Para muitos, isso pode parecer história de ficção científica, mas Carlos Alexandre Pires afirma que essa é a realidade de um futuro bem próximo, que tem como alicerce a já consolidada tecnologia das telecomunicações.

TEC./SONORA: Carlos Alexandre Pires, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do MME.

“O passo [da digitalização do setor energético] se dará muito mais acelerado, principalmente porque o alicerce de tudo está no setor das telecomunicações. Não se pode falar em internet das coisas sem falar de telecomunicações. Não se pode falar de sensoriamento remoto sem falar de telecomunicações.”

LOC.: Atualmente tramita no Congresso Nacional o projeto do Novo Marco Legal do Setor Elétrico. Pela proposta, os consumidores de todos os níveis vão ter liberdade para escolher o próprio fornecedor de energia; o que só é permitido, atualmente, para grandes consumidores. 

Segundo Carlos Alexandre Pires, a velocidade da chegada da digitalização do setor elétrico será mais rápida, na medida em que houver maior competitividade entre as empresas de energia.

TEC./SONORA: Carlos Alexandre Pires, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do MME.

“No mercado livre, onde o consumidor já tem a possibilidade de escolher o seu fornecedor de energia, isso certamente se dará de forma mais rápida. De qualquer forma, nós também faremos uso da digitalização para oferecer serviços, que hoje não são oferecidos, para dar possibilidade de que o mercado seja cada vez mais livre ou cada vez tenha mais liberdade de escolha para o consumidor.”

LOC.: O projeto de lei já foi aprovado no Senado e aguarda despacho para ser analisado pela Câmara dos Deputados.

Reportagem, Paloma Custódio