Vacina. Foto: Agência Brasil.
Vacina. Foto: Agência Brasil.

Covid-19: primeira dose da vacina já foi aplicada em quase 30% da população

A segunda dose da vacina já foi aplicada em mais de 11%. Ao todo, mais de 85 milhões de doses foram administradas no País


O Brasil aplicou a primeira dose de vacinas contra a Covid-19 em cerca de 61 milhões de pessoas até esta sexta-feira (18). Dessas, 24,2 milhões já receberam a segunda dose, concluindo a etapa de imunização. Ao todo, mais de 85 milhões de doses foram administradas no País. Os dados são das plataformas coronavirusbra1 e covid19br, que compilam os números divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde. 
 
O número de vacinados com uma dose equivale a, pelo menos, 28,69% da população, segundo a projeção de habitantes para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os que receberam as duas doses foram 11,37%. 

Confira a aplicação de vacinas no seu estado:

No início deste mês, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que toda a população com mais de 18 anos deve ser imunizada até o final deste ano. Segundo ele, o momento é de busca por mais vacinas, principalmente com o adiantamento em contratos já assinados e com a compra de novos imunizantes.

O secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, avaliou o esforço dos gestores municipais para avançar na cobertura vacinal. “A vacina chega no município e imediatamente é aplicada, os gestores estão fazendo um grande esforço, vacinando a partir do momento que recebem a vacina no seu território, usando sábado, domingo, feriado, para que possamos imunizar o maior número de pessoas possíveis”, disse. 
 
As vacinas disponíveis no País até o momento são a CoronaVac, Astrazeneca e Pfizer, mas já há contratos de exportação firmados para a chegada das vacinas da Janssen, Sputnik V e Covaxin.  
 
A falta de insumos para a fabricação dos imunizantes vinha prejudicando a capacidade de vacinação do País. O Brasil firmou um acordo para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o que deve acelerar este processo. A expectativa é que as primeiras doses 100% nacionais sejam entregues em outubro. As instalações têm a capacidade inicial de produção de IFA para cerca de 15 milhões de doses de vacinas.

Por que é importante tomar a segunda dose?

Segundo os especialistas, a circulação de variantes aumenta a importância de se completar o esquema vacinal com a segunda dose, para barrar o vírus. O alto número de pessoas com atraso na segunda aplicação vem chamando a atenção e preocupando as autoridades. Só concluindo o cronograma das doses é possível garantir a maior eficácia e avanço da imunização.

Disputa entre gestores para ver quem vacina mais

A vacinação se tornou uma disputa entre gestores para ver quem consegue imunizar mais pessoas. O estado do Maranhão vem se destacando na corrida pela imunização. Com mais de 2 milhões de doses aplicadas, a capital já está vacinando pessoas em geral com faixa etária de 25 e 24 anos. 

O município de Alcântara já alcançou a marca de 100% da população adulta vacinada com a primeira dose, meta que, segundo o governador do estado, Flávio Dino (PT), deve se estender para os demais municípios. “A imunização quanto à segunda dose naturalmente está em curso e assim que nós complementamos todas as segundas doses teremos também na cidade de Alcântara uma referência quanto a eficácia da imunização”, afirmou.  

O governo se comprometeu ainda a sortear prêmios para incentivar a população a tomar a segunda dose da vacina. Segundo o governador, o programa Dose Premiada deve entrar em vigor a partir da próxima semana. Não será preciso se cadastrar, apenas ao tomar a segunda dose, o cidadão já estará fazendo parte do sorteio.

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Além de Dino, na disputa pela imunização também estão o governador de São Paulo João Doria (PSDB), que está no topo do ranking de vacinação por estados, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD).
 
Já Roraima é o estado brasileiro com o ritmo de vacinação mais lento. Localizado no Norte do País, o estado tem cerca de 631 mil habitantes e até o momento só foram aplicadas cerca de 181 mil doses do imunizante. O estado também é o que menos recebeu vacinas. Isso porque a distribuição de vacinas aos estados aconteceu de forma proporcional à quantidade de habitantes.
 
A Secretaria de Estado de Saúde reforçou que vem seguindo integralmente o Plano Nacional de Imunização. “O estado tem feito a sua parte e realizado de forma rápida, organizada e segura a distribuição das vacinas, bem como mantido contato com o governo federal para que Roraima receba mais vacinas para que os públicos-alvo possam ser ampliados e um maior número de pessoas alcançadas”, disse em nota.

Novas doses

Segundo projeções do Ministério da Saúde, o Brasil deve receber, de junho até dezembro deste ano, 501 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. A projeção foi atualizada na última quarta-feira (16). Só neste mês serão entregues 37.948.181 doses.

Uma ou duas doses, entenda cada vacina da Covid-19

  • Coronavac: Duas doses com intervalo entre as doses entre 14 a 28 dias após a aplicação da primeira.
  • Astrazeneca: Duas doses, o prazo para aplicação da segunda dose é de até 90 dias.
  • Pfizer: Duas doses com prazo de aplicação para a segunda dose de 21 dias.
  • Janssen: Dose única.
  • Sputnik V: Aplicada em duas doses com intervalo de 21 dias.
  • Covaxin: Aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias entre cada uma delas.

Vacinas disponíveis no Brasil 

Coronavac: Eficácia para casos sintomáticos é de 50,7%, sendo que pode chegar a 62,3% se houver um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina. 

Astrazeneca: Eficácia de cerca de 70% nos estudos que levaram à aprovação, variando entre 62 e 90%. Dados de vida real recém-divulgados pelo governo britânico apontam para 90% de proteção após as duas doses. 

Pfizer: Já demonstrou 95% de eficácia em prevenir casos confirmados de Covid-19. O laboratório já relatou, inclusive, que a vacina funciona contra a variante sul-africana. 

Janssen: Estudos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) apontam que a dose única do imunizante é 66% eficaz na prevenção de diversas variantes da covid-19.

Sputnik V: A vacina recebeu liberação parcial da Anvisa para ser distribuída sob condições específicas e em quantidade limitada para alguns estados. Eficácia de 91,7%, segundo estudo da Lancet, e 97,6%, segundo o Instituto Gamaleya. 

Covaxin: A agência regulatória brasileira permitiu, por enquanto, o uso de 4 milhões de unidades do imunizante. A Anvisa ponderou o fato de não ter recebido relatórios da agência indiana, o curto prazo de acompanhamento dos participantes dos estudos e a inconclusão dos estudos da fase 3, etapa que atesta a eficácia da vacina. Eficácia de 78% e 100% em casos graves.

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LOC.: O Brasil aplicou a primeira dose de vacinas contra a Covid-19 em cerca de 61 milhões de pessoas até esta sexta-feira (18). Dessas, 24,2 milhões já receberam a segunda dose, concluindo a etapa de imunização. Ao todo, mais de 85 milhões de doses foram administradas no País. Os dados compilam os números divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde. 
 
O número de vacinados com uma dose equivale a pelo menos 28,69% da população, segundo a projeção de habitantes para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os que receberam as duas doses foram 11,37%. 

O secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, avaliou o esforço dos gestores municipais para avançar na cobertura vacinal.

TEC./ SONORA: Mauro Junqueira, secretário executivo do Conasems.

“A vacina chega no município e imediatamente é aplicada, os gestores estão fazendo um grande esforço, vacinando a partir do momento que recebem a vacina no seu território, usando sábado, domingo, feriado, para que possamos imunizar o maior número de pessoas possíveis.”
 

LOC.: A vacinação se tornou uma disputa entre gestores para ver quem consegue imunizar mais pessoas. O estado do Maranhão vem se destacando na corrida pela imunização. O município de Alcântara já alcançou a marca de 100% da população adulta vacinada com a primeira dose, meta que, segundo o governador do estado, Flávio Dino (PT), deve se estender para os demais municípios. 

TEC./ SONORA: Flávio Dino, governador do Maranhão.

“A imunização quanto a segunda dose naturalmente está em curso e assim que nós complementamos todas as segundas doses teremos também na cidade de Alcântara uma referência quanto a eficácia da imunização.”
 

LOC.: Em contrapartida, Roraima é o estado brasileiro com o ritmo de vacinação mais lento e também é o que menos recebeu imunizantes. Isso porque a distribuição das vacinas aos estados aconteceu de forma proporcional à quantidade de habitantes.
 
Reportagem, Rafaela Gonçalves
 

NOTA

LOC.:   O Brasil aplicou a primeira dose de vacinas contra a Covid-19 em cerca de 61 milhões de pessoas até esta sexta-feira (18). Dessas, 24,2 milhões já receberam a segunda dose, concluindo a etapa de imunização. Ao todo, mais de 85 milhões de doses foram administradas no País. Os dados compilam os números divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde. 
 
O número de vacinados com uma dose equivale a pelo menos 28,69% da população, segundo a projeção de habitantes para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os que receberam as duas doses foram 11,37%. 
 
A vacinação se tornou uma disputa entre gestores para ver quem consegue imunizar mais pessoas. O estado do Maranhão vem se destacando na corrida pela imunização. O município de Alcântara já alcançou a marca de 100% da população adulta vacinada com a primeira dose.
 
Em contrapartida, Roraima é o estado brasileiro com o ritmo de vacinação mais lento e também é o que menos recebeu imunizantes. Isso porque a distribuição das vacinas aos estados aconteceu de forma proporcional à quantidade de habitantes.

Segundo projeções do Ministério da Saúde, o Brasil deve receber, de junho até dezembro deste ano, 501 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19.

Reportagem, Rafaela Gonçalves