Política - Orçamento·03 de março de 2025

Com emendas liberadas, votação do Orçamento deve sair em 17 de março, prevê relator

Sem a aprovação da LOA 2025, apenas despesas essenciais estão autorizadas

Por Lívia Braz
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Foto: senador Angelo Coronel, Geraldo Magela/Agência Senado

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Lá se foram dois meses sem que o governo pudesse fazer investimentos e gastos extras, já que a lei Orçamentária de 2025, que deveria ter sido votada nos últimos dias do ano passado, ficou para este ano. Fevereiro, mês útil no Congresso, terminou sem a votação da LOA e março começa do mesmo jeito.

Segundo o relator do Orçamento no Congresso, senador Angelo Coronel (PSD-BA) , a previsão é que a peça seja votada tanto na Comissão Mista de Orçamento (CMO) quanto em plenário, só no dia 17 de março. O relator alega que ainda existem pontos a serem ajustados do texto e entre os dias 11 — quando o Congresso retoma os trabalhos após o recesso de carnaval — e o dia 17. Os líderes dos partidos deverão se reunir para debater esses ajustes. 

LOA atrasada

A LOA não foi votada no fim de 2024 porque o Congresso tinha pressa em aprovar o pacote de cortes de gastos. Além disso, o impasse das emendas parlamentares também atrasou a votação do projeto. 

Em função disso, entre outras restrições, o reajuste de 9% dos salários dos servidores federais, que havia sido prometido pelo executivo no ano passado, está suspenso. 

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Sem a votação da LOA 2025, apenas despesas obrigatórias ou essenciais podem ser pagas, entre elas os salários, aposentadorias e serviços de saúde.

Também estão previstos pagamentos de recursos para ações de prevenção de desastres ou em respostas a situações de emergência ou calamidade pública, ações de garantia da lei e da ordem e para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

SOBRE

Lívia Braz

Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2007, é repórter do Brasil 61 desde 2022. Ao longo de 18] anos de carreira, atuou nas redações da Record TV e na assessoria de comunicação do Governo do Distrito Federal (GDF), cobrando fatos relevantes da história do pais, como posses presidenciais e eventos jurídicos, como o julgamento do Mensalão no STF.

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