Saúde - undefined·15 de janeiro de 2020

CANINDÉ (CE): Armazenamento incorreto de água favorece proliferação do mosquito Aedes aegypti no município

Por Agência do Rádio
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Há 9 anos, Canindé sofre com a falta de chuva, dependendo de água reabastecida pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto, o SAAE. Entre tantos problemas gerados, a seca ajuda na proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. A população busca estocar água em reservatórios irregulares, como caixas e tambores, possibilitando locais para o mosquito se proliferar. 

No último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), a cidade registrou índice 4%, o que deixa a cidade em situação de risco de surto das três doenças transmitidas pelo mosquito. Apesar de alto, Canindé comemora o resultado, já que no início do ano o LIRAa indicou alarmantes 16%. Em 2019, foram notificados 100 casos de dengue, 14 de chikungunya e nenhum caso de zika. A secretária de saúde de Canindé, Islane Ramos, revela as particularidades da cidade para enfrentar o mosquito. 

“O pessoal da zona rural tem um índice muito baixo porque trabalha com cisternas, equipamento cuja água pode ser tratada. O centro de Canindé é mais preocupante, porque é abastecido por um SAAE e tem uma rede de encanamentos. Quando acontece de faltar água, as pessoas têm que ter depósitos de água, e aí começa o problema. Então, temos o índice de infestação.”

Dos 21 bairros de Canindé, dois estão em estado crítico: São Mateus e Alto do Irapiranga. São locais de difícil acesso para abastecimento de água, levando os moradores a recorrerem a reservatórios improvisados. 

A moradora de Canindé, Rocicleia Carneiro, 39 anos, contraiu zika em março de 2016 e chikungunya em julho do mesmo ano. Desde então, sofre com dores permanentes pelo corpo. As duas doenças trouxeram dificuldades para ela, que não se esquece das dores articulares, febre alta e dor de cabeça que ainda sente. Além disso, ela teve que largar o trabalho de fisioterapeuta para virar paciente da própria profissão.

No começo [primeiros dias da doença] era o maior sacrifício para levantar, porque, quando a gente se levanta de uma vez, não aguenta o peso do corpo. Fica como se estivesse com os músculos fracos. Parece que está andando em ponta de faca, de vidro nos seus pés, anda com muita dificuldade.

Canindé possui 70 agentes de controle de endemias que trabalham para manter o município limpo de focos. Utiliza o rádio como meio de comunicação para alertar a população tanto da cidade quanto da zona rural sobre qualquer ameaça do mosquito. O município tem também equipe de mobilização social para realizar programas em escolas para incentivar e educar as crianças a ter os mesmos cuidados. 

Lembre-se de que você é responsável pela sua casa. Portanto, fiscalize possíveis criadouros, como ralos, pneus, garrafas, vasos de flores e caixas d’água. Caso queira denunciar algum terreno abandonado ou focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, entre em contato pelo número do disque denúncia da prefeitura.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

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