Saúde - undefined·04 de junho de 2020

Banco de Leite Humano referência de Alagoas continua coleta domiciliar de leite materno mesmo em meio à pandemia

Para manter o estoque abastecido, o Banco de Leite Humano Dr. Carlos Roberto C. Perdigão, em Maceió, continua a coleta domiciliar de leite materno mesmo durante a pandemia do coronavírus

Por Thiago Marcolini
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Para manter o estoque abastecido, o Banco de Leite Humano Dr. Carlos Roberto C. Perdigão, em Maceió, continua a coleta domiciliar de leite materno mesmo durante a pandemia do coronavírus. Até o início de maio deste ano, a unidade já havia coletado mais de 150 litros de leite materno, que foram distribuídos a mais de mil recém-nascidos prematuros e/ou baixo peso internados em Unidade Neonatal.

O Banco de Leite Humano Dr. Carlos Roberto C. Perdigão é o Centro de Referência do estado de Alagoas. Qualquer mãe que esteja amamentando, saudável e sem tomar medicamento que interfira na amamentação residente de Maceió que queira ser doadora de leite materno pode entrar em contato com a unidade e uma equipe de enfermagem será enviada ao domicílio para fazer a coleta de leite materno.

No entanto, mães que estiverem com suspeita de Covid-19 não devem fazer a doação, como explica a coordenadora da Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Janini Selva Ginani.

“A doação de leite materno e recomendada apenas para mulheres que estejam plenamente saudáveis. Se você já for doadora e estiver com suspeita ou confirmação de Covid-19 deve suspender a doação durante o período em que estiver doente.”

Em Alagoas, além de Maceió, há Bancos de Leite Humano em São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios, e Arapiraca. Na capital do estado, são dois Bancos de Leite Humano – um deles está no Hospital Universitário Professor Alberto Nunes, no bairro Tabuleiro do Martins. 

O Centro de Referência de Alagoas, o Banco de Leite Humano Dr. Carlos Roberto C. Perdigão, fica na avenida Comendador Leão, no bairro Poço. A unidade é aberta todos os dias da semana, das oito da manhã às seis horas da noite. O telefone de contato é o (82) 3315-4434.

No estado vizinho, a pernambucana Roseane Cristina se tornou doadora de leite materno há cerca de dois meses. Ela relata que resolveu ajudar por saber da necessidade de ampliar o estoque em meio à pandemia.

“Sei da importância que o leite materno tem na vida de um recém-nascido e sei o quanto os hospitais precisam. Tenho bastante para saciar minha filha e assim ajudo na necessidade do hospital e de outras crianças, principalmente nesse momento de covid-19.”

Qualquer quantidade de leite materno doado é importante. Segundo o Ministério da Saúde, um pote de leite pode ser o suficiente para alimentar até 10 recém-nascidos. Dependendo do peso e condições clínicas do bebê, um mililitro já o suficiente para supri-lo a cada vez que for alimentado.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Procure o Banco de Leite Humano mais próximo ou ligue para o Disque Saúde, no número 136, para tirar qualquer dúvida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doacaodeleite.

SOBRE

Thiago Marcolini

Jornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.

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