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LOC.: A Agência Nacional de Mineração abriu consulta pública para receber contribuições sobre a segurança de pilhas de mineração no Brasil. Essas estruturas são formadas pelo depósito de material de mineração sobre o terreno, acima do nível original do solo. Diferente das barragens, elas não retêm grandes volumes de água, o que reduz o risco de rompimento.
O tema ganhou força depois de uma série de acidentes com barragens de rejeito no país, como os de Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019, que levaram a legislação a restringir o modelo mais vulnerável de barragem e a incentivar alternativas.
A proposta em discussão cria obrigações de gestão de segurança e de preparação para emergências, e está aberta a empreendedores, sociedade civil, academia, especialistas e imprensa. Pela minuta, a nova norma vai valer para pilhas com altura igual ou superior a 25 metros hoje, ou projeção de 50 metros; material classificado como perigoso ou rejeito radioativo; ou presença, na área que pode ser afetada, de pessoas residentes, rodovias estaduais ou federais, infraestrutura essencial de energia, água, saúde, comunicação ou educação, ou ainda barragens que já seguem a Política Nacional de Segurança de Barragens.
Quem tiver interesse pode participar de duas formas: as contribuições por escrito podem ser enviadas pela plataforma Brasil Participativo até 14 de outubro, ou na sessão pública virtual que acontece nesta quinta-feira, dia 11 de setembro, às 9h30 da manhã, com transmissão ao vivo pelo canal da ANM no YouTube.
A expectativa da agência é que a resolução final seja publicada até abril de 2027. O setor mineral considera o tema estratégico, porque pode atrair investimentos relevantes em segurança geotécnica nos próximos anos e a nova regulamentação vai exigir novos estudos, projetos, monitoramentos e profissionais especializados.
Reportagem, Álvaro Couto.