Saúde - Saúde·04 de setembro de 2022

SAMU 192: saiba quando acionar o serviço de urgência

O atendimento inclui vítimas de agravos de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica e psiquiátrica

Por Carolina Assunção
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Muitas pessoas conhecem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU, mas não sabem exatamente em que situação devem ligar para o 192. O atendimento inclui vítimas de agravos de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica e psiquiátrica. 

O diretor do SAMU-DF, Victor Arimateia, explica que o atendimento é pré-hospitalar, com o objetivo de chegar o mais rápido possível em casos de urgência e emergência.

“São situações que envolvem problemas cardiorrespiratórios, intoxicação, queimaduras graves, casos de agressão física, traumas, acidentes automobilísticos, crises hipertensivas. São situações que demandam algum tipo de intervenção imediata, estabilização e remoção para a Unidade de Saúde mais próxima. Ali, tenho profissionais habilitados para fazer a classificação do atendimento e encaminhamento para o médico regulador, que, de fato, vai fazer o atendimento, entender a gravidade de forma rápida, sucinta e objetiva, e tomar a decisão de qual o melhor recurso que deva ser encaminhado ao paciente”, pontua. 

O serviço oferece orientações a distância, regulação médica e o envio de unidades móveis tripuladas com equipes capacitadas. Os veículos podem ser ambulâncias, motolâncias, ambulanchas e aeromédicos. 

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As Centrais de Regulação recebem chamadas a qualquer hora do dia, para atendimento em domicílios, vias públicas ou unidades de saúde. Mas, nem sempre haverá necessidade de deslocamento de uma viatura até o local, como detalha Victor Arimateia.

“É importante as pessoas compreenderem que a Central de Regulação é preparada, com profissionais especializados para realizar o atendimento e entender se aquela situação realmente demanda atendimento, qual o tipo que demanda, e fazer, a partir daí, todo o acionamento da cadeia de unidades móveis. A população deve entender quando a solicitação não vai necessariamente demandar o acionamento de uma viatura”, destaca. 

Quando acionar o serviço do SAMU 192?

  • Problemas cardiorrespiratórios;
  • Intoxicação exógena e envenenamento;
  • Queimaduras graves;
  • Trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto;
  • Tentativas de suicídio;
  • Crises hipertensivas e dores no peito de aparecimento súbito;
  • Acidentes ou traumas com vítimas;
  • Afogamentos;
  • Choque elétrico;
  • Acidentes com produtos perigosos;
  • Suspeita de infarto ou AVC (alteração súbita na fala, perda de força em um lado do corpo e desvio da comissura labial são os sintomas mais comuns);
  • Ferimento por arma de fogo ou arma branca;
  • Soterramento ou desabamento com vítimas;
  • Crises convulsivas;
  • Outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso.

Quando não acionar o serviço do SAMU 192?

  • Febre prolongada;
  • Dores crônicas;
  • Vômito e diarreia;
  • Cólicas renais;
  • Dor de dente;
  • Troca de sonda;
  • Corte com pouco sangramento;
  • Entorses;
  • Transportes inter-hospitalares de pacientes de convênio;
  • Transporte para consulta médica ou para realizar exames;
  • Transporte de óbito.
  • Em situações sem características de urgência ou emergência, ou em urgências de baixa complexidade, o paciente pode ser atendido na Unidade Básica de Saúde mais próxima.
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SOBRE

Carolina Assunção

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, trabalhou durante 10 anos na apuração, produção e edição de reportagens para telejornais locais e nacionais das emissoras TV Alterosa/SBT Minas /Diários Associados e TV Globo Minas. Mestra e doutora em Linguística do Texto e do Discurso pela UFMG, realizou estágio de pós-doutorado no Laboratoire Communication et Politique no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS - Paris, França - 2012-2014). Estuda narrativas audiovisuais contemporâneas sob a perspectiva interdisciplinar da retórica e argumentação, comunicação social, filosofia, tecnologia e sociedade. Foi Coordenadora de Comunicação e Cultura da Aliança Francesa de Brasília (2020-2022), e atuou como consultora (UNESCO) no Ministério da Educação (2010). Professora de cursos de pós-graduação em Comunicação desde 2014, em Brasília, também lecionou disciplinas voltadas para produção audiovisual e multimídia em cursos de graduação em Jornalismo e Publicidade e Propaganda (2010-2022).

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