Astronautas que fazem viagens espaciais podem precisar da ajuda de cupins para as pesquisas sobre outros planetas e o universo. É isso mesmo que você leu: cupins. Alunos da Escola Técnica Estadual Porto Digital, em Recife (PE), desenvolveram um projeto para que esses insetos produzissem hidrogênio em jornadas espaciais.

A ideia surgiu porque os estudantes que formam a equipe Lego Bulls FLL descobriram que essa era uma forma de se produzir combustível de forma autônoma, ecológica e econômica. Foi com esse projeto que eles foram classificados à etapa nacional do Torneio de Robótica, organizado pelo SESI em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO.
O técnico da equipe, professor Leandro Dantas, explicou que a ideia inicial era criar um projeto que beneficiasse a saúde dos astronautas, mas com as pesquisas, os próprios alunos decidiram seguir outro caminho, e deu certo.
“Eles mesmo que organizam. Deixo bem claro que sou apenas um orientador e observador, no caso. A gente dá o comando, orienta os alunos, no sentido de seguir qual caminho. Mas todo o caminho quem percorre são eles”, conta o professor, realizado.
O aluno Matheus Souza, 16 anos, está participando pela primeira vez. Já no ensino médio, ele é um dos que olha para a área da robótica e pensa nela como uma profissão no futuro. “A FLL melhorou tanto minha vida fora da escola quanto dentro. Me tornei um aluno mais esforçado e dedicado, e comecei a compreender mais as matérias de exatas e também biologia”, afirma o garoto.
Torneio de Robótica
No início de 2018, a empresa LEGO em parceria com o SESI desafiou estudantes das escolas brasileiras com o tema “Into Orbit”. A ideia era que cada equipe inscrita no torneio de robótica pudesse desenvolver alternativas que ajudassem no bem-estar de astronautas e em pesquisas espaciais.
De outubro a dezembro do ano passado, foram realizadas etapas regionais para selecionar as melhores propostas e trabalhos. Os alunos escolhidos vão participar da etapa nacional entre 15 e 17 de março. Os melhores colocados podem garantir uma vaga no torneio mundial em Houston, nos Estados Unidos.
O superintendente do SESI em Pernambuco, Nilo Simões, que estava coordenando o torneio regional no estado acredita que esse “é um grande estimulador de iniciativas, de criação de inovações e tudo o que a nossa indústria precisa. É um mecanismo que ajuda a preparar esses jovens para o mercado de trabalho. Para nós que estamos trabalhando com a Indústria 4.0, isso vem de encontro com a necessidade hoje”.
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