Saúde - undefined·08 de agosto de 2019

ACRE: Amamentação pós-cesárea requer cuidados e rede de apoio qualificada

O Brasil é um dos países com a maior taxa de cesáreas no mundo, alcançando 56% de procedimentos cirúrgicos para os todos nascimentos em 2018.

Por Agência do Rádio
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O Brasil é um dos países com a maior taxa de cesáreas no mundo, alcançando 56% de procedimentos cirúrgicos para os todos nascimentos em 2018. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que taxas superiores a 10% não contribuem para a redução da mortalidade materna, perinatal ou neonatal. Segundo a OMS, o recomendado, considerando as características do Brasil, seriam taxas até 30% dos nascimentos no País.

As operações cesáreas têm influência na amamentação. Durante o trabalho de parto, o corpo feminino libera hormônios como a prolactina e a ocitocina, que favorecem a produção e ejeção do leite materno. Nos casos de cesáreas programadas, o processo não acontece, tornando a lactação mais difícil. 

A servidora acreana Patrícia Caldera teve complicações durante a gestação que levaram a uma cesárea programada. Após o parto de Gabriel, Patrícia teve dificuldades em amamentar. 

“Quando tive a cesariana, já tive uma maior dificuldade devido à anestesia. Então, fiquei em uma posição que não se pode mexer muito. Não pode mexer cabeça. Não pode se posicionar direito e isso dificultou amamentar o Gabriel. Graças a Deus que eu encontrei profissionais que estavam prontos a me ajudar. Me ajudaram a posicionar o bebê. Me ajudaram a colocar para amamentar.”

Para o coordenador do Banco de Leite Humano da Maternidade e Clínica de Mulheres Bárbara Heliodora, Hélio Pinto, as orientações e precauções para a amamentação após o parto cesariano devem ser iniciadas já na gestação. Ele reforça a necessidade de uma rede de apoio habilitada para auxiliar no aleitamento na primeira hora após o nascimento.

“Ela está anestesiada. Vai demorar uma média de 12 horas para poder levantar e isso dificulta. Ela vai necessitar de profissionais sensibilizados e habilitados para favorecer a amamentação, desde o simples contato pele a pele, desde o posicionamento ao início da sucção na primeira hora pós-parto. Então ela vai precisar de uma pessoa da rede familiar, da rede social para ajudar porque, a princípio, ela não vai poder posicionar este bebê”.

Quanto à possível demora na descida do leite materno após o procedimento, Hélio Pinto destaca a necessidade de acompanhamento tanto da mãe, quanto do bebê para monitoramento do processo.

A amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da mortalidade infantil. Por isso, incentive todas as mulheres que você conhece para amamentarem os seus filhos. Amamentação. Incentive a família, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/amamentacao.

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